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Apenas três líderes partidários com saldo positivo

Apenas três líderes partidários com saldo positivo

São apenas três os líderes partidários que conseguem um saldo positivo na avaliação de desempenho promovida pelo barómetro da Aximage para o JN e a TSF.

Sem surpresa, o líder do PS, António Costa, surge destacado no primeiro lugar e com um resultado semelhante ao que consegue enquanto primeiro-ministro (os eleitores não fazem distinção entre uma coisa e outra). Os outros dois são o presidente do PSD, Rui Rio, e a coordenadora do BE, Catarina Martins.

A partir daqui, todos estão em terreno negativo (mais avaliações negativas do que positivas). O destaque vai para André Ventura, líder do Chega. O seu partido pode estar a crescer, mas a notoriedade traz consigo a rejeição, sobretudo elevada na zona do Porto. Entre os que lhe dão nota positiva nota-se a predominância masculina (confirmando a tendência detetada na intenção de voto, em que o apoio dos homens quase triplica o das mulheres).

João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, é o menos castigado dos cinco líderes que estão no vermelho. Mas é provável que isso se deva menos à sua performance política e mais ao desconhecimento (34% não conseguem fazer uma avaliação do deputado).

Quando se analisam os resultados nos diferentes segmentos, percebe-se que os eleitores da Região Norte são os mais cáusticos na avaliação aos líderes partidários. É ali que seis deles recebem a sua pior dose de notas negativas: António Costa, Rui Rio, Catarina Martins, Jerónimo de Sousa, André Silva e João Cotrim de Figueiredo.

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Ao contrário, os eleitores da Área Metropolitana de Lisboa são os que demonstram maior generosidade. Há quatro dirigentes que conseguem nessa região o seu maior capital de avaliações positivas: os líderes do PS, CDU, PAN e Iniciativa Liberal.

Costa bate Rio na confiança

Quando se pergunta aos portugueses quem merece a sua confiança para primeiro-ministro, não há surpresas (tendo em conta todos os restantes indicadores): António Costa consegue 55% e Rui Rio 17%.

Outro resultado significativo é que um em cada cinco inquiridos não confia em nenhum dos dois. Os eleitores socialistas destacam-se no apoio a Costa (87%), mas o atual primeiro-ministro também acumula grandes doses de confiança entre comunistas e bloquistas. Entre as mulheres e os habitantes de Lisboa também supera a sua média.

No caso de Rio, é entre os eleitores do PSD que está a sua maior base de apoio, mas a crença é mais frágil: 57% confiam no líder social-democrata, mas 17% preferem o socialista a primeiro-ministro. Rio supera a sua média entre os homens e em particular na Região Norte que, como já vimos, é nesta altura a praça--forte social-democrata em todas as variáveis do barómetro.

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