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Apreensões de medicamentos disparam com a pandemia

Apreensões de medicamentos disparam com a pandemia

Interceção de medicamentos nas alfândegas por suspeita de falsificação subiu 57% no ano passado. Não foram apreendidas vacinas contra a covid.

Com a pandemia a impulsionar o comércio eletrónico, as autoridades nacionais apreenderam, no ano passado, 1,1 milhões de unidades de medicamentos nas alfândegas por suspeita de falsificação. Trata-se de um crescimento de 57% face a 2019 e do valor mais alto dos últimos cinco anos, pelo menos. Fármacos para o sistema nervoso e para a disfunção erétil continuam entre os produtos mais apreendidos. Garantindo, ao JN, a Autoridade Nacional do Medicamentos (Infarmed) não terem sido intercetadas vacinas contra a covid-19.

De acordo com os dados fornecidos pelo Infarmed, Índia, EUA, Singapura, Suíça e China são os principais países de origem. Analisando os dados dos últimos cinco anos, trata-se, de longe, do valor mais alto de apreensões nas alfândegas portuguesas, com 1,133 milhões de unidades (comprimidos ou cápsulas) intercetadas. Ultrapassando, assim, os 721 mil registados em 2019. Contas feitas, nos últimos cinco anos foram apreendidos três milhões de unidades, 38% dos quais em 2020.

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