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Aprovação do Governo bate recordes

Aprovação do Governo bate recordes

A taxa de aprovação de um Governo liderado por António Costa nunca foi tão alta (60%) como neste mês de março.

Da mesma forma, nunca tantos deram uma nota positiva ao Executivo (33%). Não se trata, ainda assim, de um cheque em branco. O primeiro-ministro (11%) está longe da confiança depositada no presidente da República (42%), quando os portugueses são obrigados a escolher entre um e outro.

De acordo com a sondagem da Pitagórica para o JN e a TSF, quase dois terços dos inquiridos aprovam a forma de governar do primeiro-ministro. Não é possível, no entanto, saber até que ponto estarão a ser mais indulgentes com esta segunda experiência governativa, ou se a avaliação terá mais a ver com a gestão da crise causada pela pandemia de Covid-19. Certo é que são mais sete pontos percentuais do que aquilo que marcava o primeiro Governo de António Costa em agosto do ano passado (data do último barómetro), ainda antes dos portugueses lhe renovarem o mandato.

É naturalmente entre os eleitores socialistas que a taxa de aprovação do Governo é mais elevada (86%), destacando-se também os bloquistas pela positiva (75%) e os sociais-democratas pela negativa (52% desaprovam a forma de governar). Nos restantes segmentos em que é possível dividir a amostra, o maior entusiasmo está na faixa etária dos 25/34 anos (64%), nos escalões intermédios de rendimento (65%) e na região do Grande Porto (72%).

Em linha com esta taxa de aprovação estão os resultados da pergunta sobre o desempenho do Governo: 33% dão-lhe nota positiva, enquanto 20% apontam uma performance negativa. São 13 pontos percentuais de diferença, enquanto em agosto passado, ainda antes das eleições legislativas, eram apenas dois. Note-se, no entanto, que quase metade (47%) dos inquiridos não se compromete com uma resposta clara, refugiando-se na classificação intermédia do "razoável".

A satisfação com o Governo aumenta à medida que o eleitorado envelhece, com destaque para a faixa etária dos 55/64 anos, em que 42% dos inquiridos dão nota positiva, rigorosamente o dobro dos que optam pela avaliação negativa (21%). Se tivermos em conta os escalões de rendimento, os mais generosos são os mais ricos (38%), enquanto na distribuição regional quem mais se destaca no apoio ao Governo sãos os habitantes da região do Grande Porto (38%).

Oposição continua a ter vida difícil

A vida dos partidos de oposição não está fácil: são mais os que dão nota negativa (35%) do que os que vislumbram algo de positivo (17%). Mas o cenário já foi drástico: em agosto do ano passado, quase dois terços (61%) tinham uma visão negativa. Curiosamente, são os eleitores do PS os menos agressivos para os partidos da oposição. São os socialistas os que têm menor proporção de notas negativas (31% face aos 36% entre os sociais-democratas); e, da mesma forma, são os que dão mais positivas (20% face aos 14% de eleitores do PSD).

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