A costa na zona da Cova-Gala, na Figueira da Foz, começou a recuar logo após a construção dos molhes que, na década de sessenta, projectaram a embocadura do rio Mondego como importante porto comercial.
A par da acreção (crescimento) do areal a norte, verificou--se uma intensa erosão a sul, com recuos que chegaram a ser de 30 metros por ano, obrigando à construção, logo na década seguinte, de obras aderentes (paredões) de emergência, primeiro, e de um campo de esporões (cinco) para proteger a frente oceânica da povoação, entretanto em expansão. Além dos molhes e esporos, a erosão foi agravada pela extracção de areias na barra e no canal do porto e até nas praias.
