
Os 18 alunos da turma justificam êxito com trabalho
Duarte Silva / Global Imagens
Foi com um misto de palmas e de lágrimas que a turma do sexto ano do Colégio Euro-Atlântico, a funcionar há cinco anos em S. Mamede de Infesta (Matosinhos), reagiu ao facto de terem sido os melhores alunos do país nas provas de Matemática e de Português do sexto ano de escolaridade.
"Os professores ajudam-nos muito", justifica, assim, a delegada de turma Mariana Castro (que teve 100% nas duas provas) a razão do seu êxito e dos 17 colegas. Ao lado, os subdelegados, Diogo Silva e Afonso Machado, que tiveram 98% e 99% nas duas provas, acrescentam: "Ajudamo-nos uns aos outros".
A diretora de turma, Leonor Teixeira, explica melhor. "É uma turma muito heterogénea", sublinha, referindo que não partiam todos do mesmo ponto de aprendizagem. Ou seja, uns revelavam mais dificuldades do que outros. Por isso, tiveram de se entreajudar. Por exemplo, um estudante que fosse melhor a Português ajudava um colega que tivesse mais dificuldades naquela disciplina.
E foi assim que chegaram à reta final todos com um desempenho que valeu o título de melhor escola do país, ao nível do 6.º ano. "Este trabalho só foi possível porque envolveu toda a comunidade escolar, incluindo os pais", vinca Leonor Teixeira, destacando o ambiente familiar que se vive na escola.
Aliás, um ambiente incentivado pelo facto de apenas existir uma turma por ano de escolaridade. A turma vencedora do sexto ano apenas tem 18 alunos, o que possibilita um acompanhamento mais próximo. "Conhecemos cada aluno muito particularmente", refere a diretora pedagógica do colégio, Ana Maria Martins, que aposta numa "planificação rigorosa de todo o ano letivo".
Vejamos a turma do sexto ano. Além de 45 minutos extra de aulas de Português e Matemática, teve 20 minutos diários de preparação para os exames. "O reconhecimento do nosso mérito é que dita a nossa sustentabilidade", conclui o administrador do colégio, Castro Moreira.
