
António José Seguro vai disputar a segunda volta das eleições presidenciais
Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP
António José Seguro nasceu em Penamacor, em 11 de março de 1962. Licenciado em Relações Internacionais, iniciou a atividade política ainda jovem, destacando-se no movimento associativo estudantil e na Juventude Socialista, organização que liderou entre 1990 e 1994. Deputado à Assembleia da República desde 1995, construiu um percurso marcado pela intervenção nas áreas da educação, assuntos europeus e política externa.
Entre 1999 e 2001, foi secretário de Estado da Juventude, integrando governos liderados por António Guterres, período em que ficou associado a políticas de incentivo à participação cívica e ao reforço do associativismo juvenil. Em 2011, assumiu a liderança do Partido Socialista (PS), num dos momentos mais exigentes da história recente do partido, após a crise financeira e o pedido de assistência externa.
Durante o mandato como secretário-geral, procurou reposicionar o PS como alternativa de governação, defendendo uma linha de responsabilidade orçamental combinada com a proteção do Estado social. O PS absteve-se, inclusive, num Orçamento que contemplava normas consideradas inconstitucionais, nomeadamente o corte nos subsídios de férias e de Natal, facto que lhe valeu críticas internas e por parte do histórico Mário Soares.
O triunfo do PS nas eleições europeias de 2014 foi visto pelos críticos como uma vitória por "poucochinho", o que levou o então presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, a avançar para a corrida à liderança do PS contra Seguro. Todos ficaram com a sensação de que este caso causou estragos na relação pessoal entre os dois.
Afastado da primeira linha partidária, manteve intervenção cívica e académica (deu aulas), dedicando-se à reflexão sobre democracia, cidadania e ética na política, áreas em que tem participado em conferências e debates públicos.
Em 2025, já depois de o seu nome ter sido sugerido como um socialista presidenciável por Pedro Nuno Santos, então secretário-geral do PS, anunciou a candidatura a Belém, apresentando-se como defensor do diálogo institucional, da coesão social e da valorização da política como serviço público. O histórico socialista, que conseguiu o apoio institucional do PS, já liderado por José Luís Carneiro, ganhou ontem a confiança dos portugueses para disputar a segunda volta das eleições.

