Área Metropolitana de Lisboa contabiliza prejuízos de cerca de 270 milhões de euros

Mau tempo causou inúmeros estragos na Área Metropolitana de Lisboa
Foto: Miguel A. Lopes / Lusa
A Área Metropolitana de Lisboa, com 18 municípios, contabiliza prejuízos de cerca de 270 milhões de euros devido ao mau tempo, revelou esta quinta-feira o presidente do Conselho Metropolitano, ressalvando que o levantamento dos danos ainda não está concluído.
"Sofremos danos cujo número está à volta dos 270 milhões de euros, este é um número ainda provisório, mas é aquilo que podemos juntar de todos os danos causados nos 18 municípios", afirmou o presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), após uma reunião deste órgão deliberativo da Área Metropolitana de Lisboa, que decorreu em Loures, distrito de Lisboa.
Essa reunião contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que esteve a apresentar aos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa o programa PTRR - Portugal Transformação Recuperação Resiliência para responder aos efeitos adversos e as consequências dos recentes fenómenos climáticos que afetaram o país.
Em declarações aos jornalistas, Carlos Moedas disse que "mais de 50%" dos danos provisórios contabilizados estão relacionados com infraestruturas, existindo também prejuízos em equipamentos escolares, que representam 13%, e "muitos danos" no património natural e no património cultural.
"Dois terços destes danos foram em infraestruturas e em equipamentos escolares", reforçou o também presidente da Câmara de Lisboa.
Precisando que o valor total dos danos contabilizados até ao momento é de 268 milhões de euros (ME), o autarca adiantou que há três municípios com prejuízos superiores a 30 ME, nomeadamente Setúbal, com 49 ME, Lisboa, com 48 ME, e Loures, com 37 ME.
Outros quatro concelhos têm danos superiores a 15 ME, designadamente Sintra, com 26 ME, Odivelas, com 16 ME, Almada, com 15 ME, e Vila Franca de Xira, com 15 ME, de acordo com o balanço provisório.
"Lisboa ter tido 48 ME de danos não quer dizer que Lisboa teve a situação pior, é uma cidade que tem mais danos no sentido que houve aqui mais coisas, temos mais ruas, temos mais população", expôs Carlos Moedas, explicando que o montante dos prejuízos tem de ser analisado com base na dimensão de cada município.
Por isso, o autarca assinalou o caso de Palmela, que regista 9 ME em danos, "mas que é muito mais difícil para Palmela esses 9 ME do que será, por exemplo, [para] um concelho como Lisboa".
A Área Metropolitana de Lisboa é composta por 18 municípios das margens norte e sul do Rio Tejo, nomeadamente Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.
Pelo menos 18 pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
