Bombeiros com prejuízo de 20 euros à hora por macas retidas nos hospitais

Bombeiros impedidos de acorrer a outras emergências devido ao bloqueio das macas nos hospitais
Foto: Leonel de Castro
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) admite cobrar uma taxa aos hospitais por cada hora em que as macas das ambulâncias ficam retidas nas urgências, impossibilitando a realização célere dos restantes serviços. O prejuízo para as corporações é de, no mínimo, 20 euros por hora, adianta ao JN Eduardo Correia, vice-presidente da LBP. A Liga reúne-se com o Ministério da Saúde a 28 de janeiro.
A ameaça não é nova e regressa à ribalta depois da morte de um homem com 78 anos no Seixal, na terça-feira, depois de quase três horas à espera do INEM. Eduardo Correia fala numa situação insustentável que se prolonga por horas "não pagas" desde a chegada do doente à urgência até à sua transferência para os meios do hospital, por incapacidade das unidades locais de saúde (ULS). Na quarta-feira, a propósito do caso ocorrido no Seixal, a comissão de trabalhadores do INEM afirmou que as macas retidas nos hospitais condicionam o socorro.

