
Álvaro Castello-Branco, vice-presidente do CDS-PP
Foto: Octavio Passos / Arquivo
O CDS-PP anunciou, eata quarta-feira, que não vai apoiar nenhum dos candidatos na segunda volta das eleições presidenciais, sublinhando que o partido "combate o socialismo" e "rejeita o populismo".
"O CDS não está próximo de nenhum dos candidatos que o povo português legitimamente quis colocar em confronto na segunda volta", referiu o vice-presidente do partido, Álvaro Castello-Branco, durante a leitura de um comunicado que resultou da reunião da comissão executiva do CDS-PP.
Álvaro Castello-Branco frisou ainda que o CDS "combate o socialismo" e "rejeita o populismo" e, por isso, "em coerência", não vai manifestar apoio a António José Seguro ou a André Ventura na segunda volta das presidenciais.
"O CDS não terá nenhum empenhamento orgânico, nem institucional, nesta segunda volta, nem dará apoio a qualquer um dos candidatos", referiu no final da reunião da comissão executiva do partido, onde não respondeu às perguntas dos jornalistas.
Seguro e Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais no dia 8 de fevereiro, depois de terem sido os dois candidatos mais votados na primeira volta realizada no domingo passado.
António José Seguro obteve 31,1% e André Ventura 23,5%, segundo o escrutínio provisório da Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna.
O candidato presidencial Luís Marques Mendes, apoiado por PSD e CDS-PP, ficou em quinto com cerca de 11% dos votos.
Para a segunda volta, os eleitores que pretendam votar antecipadamente em mobilidade podem fazê-lo no dia 1 de fevereiro.
