
Foto: Artur Machado
A ministra da Ambiente revelou que, só nestes últimos dois dias, terça e quarta-feira, choveu o equivalente a 20% da média de precipitação do ano inteiro no território nacional.
"Desde o início de janeiro, as descargas de barragens e albufeiras corresponderam a cerca de um ano do consumo de água do país", referiu ainda Maria Graça Carvalho, para sublinhar o tempo excecional que se vive em Portugal.
Segundo Maria da Graça Carvalho, a Barragem da Aguieira, no Mondego, e a barragem das Fronhas, no Alba, "não são suficientes para controlar os caudais do Mondego num cenário de alterações climáticas, com eventos extremos, como os que estamos agora a presenciar".
"Daí a decisão do Governo de avançar desde já, como já tinha sido anunciado pelo primeiro-ministro, a construção da Barragem de Girabolhos", justificou.
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Sobre o Rio Mondego, vincou que o ponto crítico de referência corresponde a um caudal, no Açude de Coimbra, de 2 mil metros cúbicos por segundo. "Este caudal atingiu nja terça-feira três fatores que se somavam: um caudal de cerca de 1.800 metros cúbicos por segundo, pouco encaixe nas duas barragens, Aguieira e Fronhas, e uma previsão de muita chuva para hoje, para quinta e sexta-feira, embora na sexta haverá algum alívio", referiu.
Perante este cenário, os presidentes das câmaras municipais de Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure foram aconselhados a retirar as populações nas zonas de risco. "Algo que aconteceu, e aconteceu porque estava planeado", vincou.
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A ministra do Ambiente disse ainda que sabiam que, se o caudal do Rio Mondego ultrapassasse o valor crítico, era provável que se registasse "o rompimento do dique", que vai de Coimbra até a Foz do Mondego.
"Foi o que aconteceu esta tarde: às 18.30 horas o caudal no Açude de Coimbra atingiu 2.100 metros cúbicos por segundo. Tivemos uma rotura do lado direito do dique, no prumo da A1. A Proteção Civil decidiu cortar o trânsito nesse troço, por uma questão de precaução, não há um perigo iminente", concluiu
