Demora, cancelamentos e reclamações: médicos em greve acusam Governo de intransigência

Foto: José Carmo/Global Imagens
O primeiro de dois dias de greve nacional dos médicos está a causar alguns constrangimentos no atendimento no Hospital de São João, no Porto. Porém, nem todos os utentes se aperceberam da paralisação. A Federação Nacional dos Médicos promete endurecer a luta, caso não haja abertura por parte do Governo.
Num dia de calor abrasador, no primeiro de dois dias de greve nacional dos médicos, convocada pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), nem todos perceberam que havia paralisação nos hospitais e centros de saúde. "Por isso, estava muita gente a reclamar que estava muito demorado", conta uma utente, que teve consulta de otorrinolaringologia e não registou constrangimentos no seu atendimento. Entre os que saem e entram no Hospital de São João, no Porto, há quem tenha ido à unidade apenas para pedir um documento, outros aguardam à sombra pelo exame marcado, alguns confirmam que tiveram consulta e também há os que se queixam porque aguardaram "duas horas" para que lhes dizerem que o "médico está em greve". Na entrada principal, dezenas de clínicos reivindicam por mais investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e pedem à ministra Ana Paula Martins que termine com a "intransigência".

