
Foto: António Pedro Santos/Lusa
Depois de Alcácer do Sal e de Arruda dos Vinhos, o presidente da Câmara Municipal da Golegã, no distrito de Santarém, também decidiu adiar as eleições presidenciais para dia 15, para evitar a deslocação de pessoas, devido ao mau tempo.
"Contactámos a Comissão Nacional de Eleições e optámos por adiar o ato eleitoral, aliás como muitos municípios já fizeram", disse António Camilo, em declarações à Lusa.
O autarca referiu ainda que pediu o adiamento das eleições presidenciais, previstas para domingo, em todas as assembleias de voto do concelho.
A decisão prende-se, essencialmente, para evitar a deslocação de pessoas por motivos de segurança, apontou. "Estamos a aconselhar as pessoas a não se deslocarem e, depois, se se realizassem as eleições no domingo ia haver uma série de deslocações não só dos eleitores, mas dos membros das mesas e dos delegados", assinalou, considerando que seria complicado manter os níveis de segurança. Além disso, há acessos cortados e isso dificultaria as deslocações para as mesas de voto, acrescentou.
Lembrando a situação de calamidade decretada para o concelho, na sequência do mau tempo, o presidente da autarquia referiu que há cheias nas freguesias de Azinhaga e Pombalinho.
Alcácer do Sal e Arruda dos Vinhos também adiaram
O Município de Arruda dos Vinhos, no distrito de Lisboa, decidiu adiar para dia 15 as eleições presidenciais devido ao mau tempo. "Face aos eventos meteorológicos dos últimos dias e consequente ativação do Plano Municipal de Emergência, o dia da eleição para o Presidente da República - 2.º Sufrágio, que estava previsto realizar-se no dia 8 de fevereiro, realizar-se-á no dia 15 de fevereiro de 2026, nos locais e horários anteriormente definidos", informou a câmara municipal em comunicado.
O anúncio aconteceu depois de Alcácer do Sal ter anunciado o adiamento das eleições no concelho. As eleições foram adiadas por a autarquia "considerar que não estão reunidas as condições de segurança necessárias para a realização do ato eleitoral no dia em que o mesmo estava previsto", ou seja, este domingo.
A decisão "resulta ainda da avaliação contínua das condições no terreno, nomeadamente ao nível da circulação, acessos, percursos, estado das infraestruturas e dos edifícios públicos", pode ler-se no comunicado.
A estas condicionantes, de açodo com a autarquia, juntam-se fatores relacionados com a "capacidade garantir a deslocação em segurança de eleitores, trabalhadores envolvidos no processo eleitoral e forças de apoio". "A prioridade da câmara municipal é, e continuará a ser, a proteção das pessoas: numa situação de emergência, como a que o concelho atravessa, a segurança pública prevalece", frisou.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.
