
Depressão Kristin conduziu a Planos de Emergência
Foto: Pedro Correia
O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil é ativado quando uma situação excecional ultrapassa a capacidade normal de resposta dos municípios, exigindo coordenação reforçada de meios e entidades, decisão que cabe ao presidente da Câmara da cidade em questão. Foi este o cenário vivido, nos últimos dias, em vários concelhos após a passagem da depressão Kristin, que obrigou à mobilização extraordinária de recursos.
Duarte Caldeira, investigador em proteção civil, revelou ao JN que o Plano é um "instrumento legal" e que a sua eficácia só é verificada após a sua desativação, mas destacou como aspeto positivo o seu crescente reconhecimento por parte dos autarcas. "Há uma maior consciência", afirmou. O responsável afirmou que é "prematuro" efetuar um balanço sobre os últimos dias, mas já identificou uma lacuna. "A falta de geradores exige uma prevenção para o futuro", acrescentando que é necessário reforçar a cultura de autoproteção dos cidadãos. "Coisas tão simples como tirar vasos das janelas pode ser determinante."

