Docentes que não pararam atividade presencial ou de risco devem ser prioritários, diz Fenprof

Mário Nogueira da Fenprof
Fernando Fontes / Arquivo Global Imagens
Os profissionais que nunca deixaram de estar em atividade presencial e os que integram grupo de risco à covid-19 devem ser prioritários na vacinação dentro do setor da educação, defendeu esta quarta-feira a Federação Nacional de Professores (Fenprof).
O sindicato saudou, em comunicado, a inclusão dos professores e trabalhadores não docentes nos grupos integrantes da fase 1 de vacinação contra o coronavírus SARS-CoV-2, anunciada esta quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e apelou novamente à divulgação de um plano de regresso às escolas.
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"Designadamente as datas em que se iniciarão as atividades presenciais em cada nível e grau de ensino", especificou o secretariado nacional do sindicato de professores, frisando que "sendo esta uma medida muito importante, não pode ser única".
"Testagem frequente, que também está a ser organizada, e reforço das medidas de segurança sanitária como o distanciamento físico" são outras medidas essenciais defendidas pela Fenprof que, frisa, não dispensam "a colocação de assistentes operacionais e a criação de melhores condições para a limpeza e desinfeção adequadas às exigências da pandemia".
"A vacinação dos profissionais e trabalhadores das escolas não se destina, apenas, a proteger um grupo que, na sua atividade, interage com um elevadíssimo número de pessoas, mas a contribuir para que, sendo retomado o ensino presencial, não tenhamos alunos a ficar temporariamente sem aulas e para que as escolas não voltem a encerrar", acrescenta o comunicado.
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A Fenprof considera que "o pior que poderia acontecer" seria regressar, pela terceira vez, ao ensino à distância, uma vez que "já ninguém duvida que os meios telemáticos não são humanizáveis", que "os défices de aprendizagem se agravam" e que "as desigualdades entre alunos se tornam ainda mais profundas".
"Aliás, não é por acaso que organizações como a UNESCO, a UNICEF ou a Internacional de Educação recomendam aos estados a vacinação dos profissionais e trabalhadores das escolas", sustenta a organização sindical, após lembrar que já "em janeiro" tinha proposto ao Ministério da Educação a inclusão dos professores no grupo prioritário de vacinação.
A DGS incluiu esta quarta-feira os professores e o pessoal não docente nos grupos prioritários da fase 1 para a vacina contra a covid-19.
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Estão abrangidos os que trabalham nos estabelecimentos de ensino e educação e nas respostas sociais de apoio à infância dos setores público, privado e social e cooperativo, "de acordo com o plano logístico que será implementado", esclareceu a DGS.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.611.162 mortos no mundo, resultantes de mais de 117,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
