Drones perturbam 76 voos em quatro anos e Lisboa é o aeroporto mais visado

Quase metade dos voos de drones foi junto ao aeroporto de Lisboa
Foto: Leonardo Negrão/Arquivo
Os voos ilegais de drones junto aos aeroportos portugueses causaram, desde 2022, perturbações em 76 voos, obrigando aviões de passageiros a desviarem-se e a realizarem nova aproximação à pista para evitar incidentes. Em alguns casos, o avistamento destes aparelhos leva mesmo à suspensão das operações aeroportuárias e ao desvio de aviões para outros destinos, com prejuízos para as companhias aéreas e para os viajantes. A maior parte dos incidentes - 37 casos reportados - ocorreu junto ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. No Porto, contabilizam-se 16 casos em quatro anos, enquanto Faro regista sete. Os restantes 16 aconteceram noutros equipamentos do país.
Os dados da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostra que, até ao momento em 2025, há uma diminuição de voos perigosos nas imediações das infraestruturas aeroportuárias nacionais, ao contrário do que sucede na Europa. Nos últimos meses, têm sido registadas várias perturbações de voos no continente europeu. Munique (na Alemanha), Bruxelas (Bélgica), Gotemburgo (Suécia), Oslo (Noruega) e Copenhaga (Dinamarca) foram alguns dos aeroportos que tiveram de suspender as atividades. Em Portugal, a ANAC dá conta de 14 ocorrências nos três principais aeroportos lusos em 2025. O ano anterior fechou com 22 situações de perigo - o mesmo número de voos ilícitos foi registado em 2022 -, enquanto, em 2023, foram denunciados 18 casos.

