Fenómeno?! "Não", rejeita prontamente o director da Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, quando desafiado a explicar as razões para o número crescente de alunos que dela saem direitinhos para o curso de Medicina.
"É trabalho. Trabalho duro. Muitas horas de estudo e de exercitação para atingir resultados que acabam por ser a chave para qualquer curso. Medicina é um deles. Mas também temos alunos que, apesar das notas altas, optam por seguir outros cursos", explica Adelino Azevedo Pinto.
A Escola Secundária Alves Martins surpreendeu, em 2009/10, ao colocar em Medicina 27 dos seus melhores estudantes. No ano lectivo seguinte, a provar que não se tratou de um golpe de sorte, aí vão mais 32.
Contas feitas, nos dois últimos anos lectivos este estabelecimento de ensino contribuiu, com um total de 59 alunos que entraram no desejado curso de Medicina, para a resolução do problema da escassez de médicos em Portugal.
Com 1600 alunos no presente ano lectivo, desde o 7.º ao 12º anos de escolaridade, a Alves Martins é uma referência na forma como prepara os jovens.
"Gosto de salientar que isto é uma escola pública. E é um exemplo de que efectivamente a escola pública também consegue fazer um bom exercício. E a nossa escola, nesse sentido, penso que poderá ser um exemplo de um bom serviço público de educação", diz Azevedo Pinto.
A chave do sucesso são os alunos. "Temos bons alunos. Que também sabem que para terem boas notas têm de trabalhar muito. Estudar. A estes junta-se um bom ambiente escolar, apesar de problemas pontuais, práticas pedagógicas enraizadas e um corpo docente muito competente".
