Uma nota média mais baixa (de 10,4 para 10,2), mais escolas com nota abaixo da média (de 300 para 330) e mais escolas com nota "negativa" (de 214 para 281). Seja qual for o dado que se analise, a conclusão é a mesma: os resultados dos exames do 12º ano, em 2011, foram piores que os resultados de 2010. O que se mantém igual é a clivagem entre o Interior e o Litoral, bem como a presença massiva de escolas privadas nos primeiros lugares do ranking: 40 das 50 primeiras.
Amédia nacional dos exames nacionais do Ensino Secundário desceu duas décimas em relação ao resultado do do ano passado: de 10,45 para 10,22. Também o número de escolas com médias de exame abaixo do valor médio nacional aumentou em relação ao ano anterior, tendo passado de 300 (49,4%) para 330 escolas (53,5%). Finalmente, aumentou também o número de escolas que tiveram uma média inferior a 10: em 2010, tinham sido 214 (35,2%), este ano passaram a ser 281 (45,6%).
A análise das classificações médias permite, ainda, constatar uma nítida clivagem entre o Litoral, por um lado, e o Interior e Ilhas, por outro. Enquanto as escolas dos distritos do Litoral estão acima da média nacional, as escolas dos distritos do Interior e das Ilhas afastam-se para campo negativo, de forma significativa. Um claro reflexo das consequências da interioridade e da insularidade no sucesso escolar.
Um dado sempre constante nestas listagens, ano após ano, é a presença massiva dos estabelecimentos de ensino privado nos primeiros lugares. Numa análise aos primeiros 25 lugares da listagem feita por base com as classificações dos exames nacionais (CE), apenas uma delas pertence à rede pública: a Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra.
Alargando a visão às 50 primeiras colocadas no mesmo ranking, aumenta o número de escolas públicas - passam a ser 10 -, mas mantém-se o peso de escolas privadas: ao todo são 40.
A presença massiva das escolas privadas é idêntica numa listagem feita com base nas classificações finais de disciplina (CFD), a qual resulta na média ponderada da média das classificações internas das escolas e das classificações obtidas nos exames nacionais. Também nesse ranking, continuam os 50 primeiros lugares a serem ocupados por 40 estabelecimentos de ensino privado.
Se as escolas de ensino particular que ocupam os primeiros lugares de ambos os rankings são, regra geral, as mesmas, há divergências curiosas de notar. É o caso do Colégio Ellen Key, no Porto, que na listagem feita por CFD ocupa o 12.º lugar, mas que na lista elaborada com base na CE baixa para o 93.º lugar.
Percorrendo a listagem até aos últimos lugares, constata-se que, ao contrário do que acontece no topo, são os estabelecimentos de ensino público que dominam as 25 últimas posições: aí encontramos 19 escolas públicas e seis privadas.
Alargando a análise aos 50 últimos lugares, aumenta substancialmente o predomínio do ensino público: passam a ser 43 os estabelecimentos públicos e sete os privados.
