
Reencaminhamento de mulheres para o privado tem aumentado nos últimos anos
Foto: Nuno Pinto Fernandes / Arquivo Global Imagens
Especialistas defendem alterações à lei que tornem período de reflexão para a interrupção voluntária da gravidez (IVG) seja opcional e que objetores de consciência tenham de declarar por escrito esse direito
As médicas ginecologistas e obstetras Maria José Alves e Ana Campos – vozes importantes no “sim” ao referendo que, há 17 anos, despenalizou a interrupção voluntária da gravidez (IVG) – defendem o alargamento do prazo legal de dez para as 12 semanas, bem como uma regulamentação da objeção de consciência para melhorar o acesso à prática no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Estas são algumas das alterações à lei que defendem e que foram debatidas esta terça-feira numa conferência, em Lisboa, organizada pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR). Enquanto tais mudanças não forem feitas, alertam que é preciso condições para aplicar a lei, o que não está a acontecer.
