
Alexandra Vilela admitiu baixa execução do Compete 2030
Foto: Compete 2030
O Compete 2030, que é o grande pacote de fundos europeus para a inovação e transição digital das regiões mais pobres, como o Norte, tem uma "execução vergonhosa de 5%", classificou ontem a presidente da Comissão Diretiva daquele programa. Alexandra Vilela culpa as tarifas norte-americanas e os atrasos no encerramento do Portugal 2020.
Por outro lado, o arranque tardio do Portugal 2030, o encerramento "muito tardio" do Portugal 2020 e também a pandemia de covid-19, que deixou, por quase dois anos, os projetos "em stop", penalizaram a execução do Compete 2030, cujo montante global é de 3,9 mil milhões de euros até 2029.
A presidente perspetivou ainda que, com o encerramento dos projetos do Plano de Recuperação e resiliência (PRR) e com algumas medidas de simplificação, seja possível descolar a execução do plano. Avançou ainda que vai entrar em curso uma "operação de limpeza" para descativar as verbas que tinham sido alocadas a projetos que não estão a ser executados.
Novo cheque do PRR
Ainda nos fundos europeus, mas no PRR, o oitavo pedido de pagamento, que Portugal submeteu a Bruxelas em novembro passado, deverá ser pago no próximo mês. "Em fevereiro perspetivamos receber o oitavo pedido de pagamento", afirmou o presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate, no congresso.
O secretário de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, também abordou a execução do PRR para dizer que o Governo está "politicamente empenhado": "Estamos conscientes de que existem riscos associados ao cumprimento dos marcos e metas. Riscos de contexto, geopolíticos e estruturais".
