
A Português (do 2.º Ciclo) ficaram 25 vagas por preencher. A Informática, 30 não tiveram procura
Foto: Arquivo
A Federação Nacional da Educação (FNE) alertou, esta terça-feira, que em 12 dos 29 grupos de recrutamento não foram preenchidas todas as vagas no concurso externo extraordinário. Por exemplo, no grupo 920 para professores de Educação Especial para alunos com surdez moderada, severa ou profunda e com problemas graves de comunicação, que tinha quatro vagas a concurso, não foi preenchida nenhuma.
As listas definitivas foram publicadas na segunda-feira. No total, foram colocados 1639 professores que vão vincular num dos dez quadros de zona pedagógica onde foram abertas 1800 vagas.
No comunicado divulgado nesta terça-feira, a FNE sublinha que houve grupos de recrutamento que ficaram com mais de duas dezenas de lugares por ocupar. Caso de Informática, que não preencheu 30 dos 180 lugares, de Português e Inglês, do 2.° Ciclo, ou de Francês, do 3.° Ciclo e Secundário, que ficaram com 25 vagas por preencher (representam, respetivamente, 29% e 53% do total de lugares disponíveis).
"Desafio significativo"
Para a FNE, a falta de professores continua a ser um "desafio significativo". "É urgente garantir condições de trabalho adequadas às exigências atuais, respeitando os docentes, reforçando a qualidade do ensino público e devolvendo atratividade à profissão", defende a federação.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação garantiu, na nota enviada sobre o concurso, que os 161 lugares que ficaram por preencher "não traduzem situações de alunos sem aulas, uma vez que são vagas de QZP [Quadros de Zona Pedagógica] e não de horários em escolas".
Do total de docentes colocados, a maioria, 1220, ficaram em quadros dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, "a região do país com maior incidência de situações de alunos sem aulas", frisou a tutela.

