
Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
Foto: Rita Chantre
O Governo vai investir 187 milhões de euros, até ao início de 2029, para recuperar rios e ribeiras, com vista sobretudo a diminuir o risco de cheias. Desses 52,5 milhões serão usados no Alentejo e Algarve.
Segundo a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, no ano passado foram executadas 68 intervenções pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com vista à renaturalização de rios. Tratou-se de um investimento de 14 milhões de euros, inteiramente com fundos nacionais.
"Temos que ser mais ambiciosos e mais rápidos na recuperação dos nossos rios", considera, porém, a ministra. Daí o programa de ação para restauro ecológico de rios e ribeiras, apresentado esta segunda-feira, o Pro-Rios 2030. "Precisamos dos rios e das ribeiras em bom estado. Os rios são as artérias do país. Temos um grande risco com as alterações climáticas. Precisamos de nos adaptar para diminuir os grandes efeitos que são as inundações e as cheias", considera Maria da Graça Carvalho.
É que, de acordo com o presidente da APA, Pimenta Machado, Portugal possui 63 zonas de risco significativo de cheias e inundações, sendo que foram identificadas mais 20. "Daí, as grandes obras que estamos a fazer, por exemplo, em Lisboa", apontou a ministra.
Segundo Maria da Graça Carvalho, o Governo tenciona intervir a esse nível em cidades como Faro, Albufeira e Tavira, onde será construído uma retenção de água no Rio Alportel. No Alentejo, pretende-se criar também "ilhas verdes". "É a primeira vez que Algarve e Alentejo tem um programa para os seus rios e ribeiras", enfatizou a ministra, especificando que serão investidos 52,5 milhões de euros. "Penso que este valor dá para recuperar todos os rios e ribeiras do Algarve e Alentejo", vincou.
Até ao início de 2029, haverá um investimento total de 187 milhões de euros na recuperação de rios e ribeiras. "Serão 46 milhoes de euros por ano", enfatizou a governante, antecipado que, durante a Cimeira Ibérica do final do mês, em Espanha, Portugal e o país vizinho vão assinar o compromisso de juntos trabalharem no Rio Minho. "Vamos gradar, desassorear e tornar possível a travessia do Rio Minho", revelou a ministra.
