
Redução de caçadores está a acontecer à razão de cinco mil por ano
Foto: Eduardo Pinto
Doenças e seca afetam espécies como o coelho-bravo, a lebre e a perdiz. Preocupadas com a biodiversidade, associações do setor alertam que não é fácil rejuvenescer a caça
Caça a menos, burocracia a mais e custos a subir são razões que explicam a descida progressiva do número de caçadores em Portugal. Pedem mais empenho do Governo, enquanto a ciência procura uma vacina para as espécies mais afetadas por doenças, como o coelho-bravo e a lebre. Na época venatória 2022/2023, estavam registados cerca de 220 mil caçadores, menos 15 mil do do que em 2019/2020. Mas o número de exemplares abatidos por espécie regista uma diminuição ainda mais significativa. Tordo, pombos, coelho-bravo e perdiz-vermelha têm quebras de captura superiores a 50%.
