IL promete contribuir para “uma solução de centro-direita reformista e estável”

Rui Rocha em Aveiro
Foto: Paulo Novais / Lusa
O líder da IL afirmou que o seu partido está disponível contribuir para uma “solução de centro-direita reformista e estável”, mas advertiu que será “exigente e rigoroso” para garantir que não servirá para fazer “mais do mesmo”.
“O nosso compromisso com os portugueses é, primeiro, mudança, reformas, exigência e, segundo, contribuir para uma solução de centro-direita, reformista e estável do ponto de vista político”, afirmou Rui Rocha em declarações aos jornalistas numa loja de ovos moles, em Aveiro, onde vestiu o avental e cozinhou o tradicional doce aveirense.
Sem querer pronunciar-se sobre as sondagens que indicam que a AD e a IL estão longe de, juntas, obter uma maioria absoluta, Rui Rocha disse que o importante é transmitir aos portugueses que “há uma oportunidade única de ter uma solução de centro-direita” a governar o país.
“Mas uma solução de centro-direita que não é para fazer a mesma coisa. É para fazer muito mais: uma solução reformista, ambiciosa para o país e isso para reforçar a votação na IL”, disse.
O líder da IL disse que o seu partido tem “objetivos claros de transformação” do país e garantiu que será “rigoroso e sempre muito exigente” caso venha a integrar uma solução de centro-direita.
Interrogado sobre quais são as exigências que coloca para eventualmente coligar-se com a AD, Rui Rocha disse que é necessário “mudar o sistema de saúde e criar acesso à saúde para os portugueses, que hoje não têm”.
“Nós temos de trazer mais casas para o mercado da habitação, seja de arrendamento, seja no mercado da construção. Temos de baixar os impostos aos portugueses, às famílias e às empresas e temos de diminuir a burocracia e rever o sistema eleitoral”, referiu, acrescentando que esses são os “objetivos claros da IL”.
Sobre se a AD e a IL não estão já a aproximar-se, uma vez que, por exemplo, ambas têm defendido parcerias público-privadas para os mesmos hospitais, Rui Rocha respondeu: “Não basta ter os ingredientes guardados numa gaveta, tirá-los quando dá jeito e depois guardá-los outra vez”.
“A IL não faz isso. A IL tem as pessoas, os ingredientes, a visão, mas quer usá-los mesmo para mudar o país. Outros, eventualmente, têm os ingredientes guardados nas gavetas, fazem uso deles como propaganda, uma vez ou outra, mas depois os ingredientes voltam à gaveta”, criticou, numa alusão à AD.
IL diz que já sabia que Montenegro não era liberal
O líder da IL disse hoje já ter percebido que Luís Montenegro “não é liberal”, mas advertiu que as medidas que tomou na habitação só fizeram subir os preços e defendeu que as do seu partido “estão certas”. Rui Rocha foi questionado sobre as palavras de Luís Montenegro que, esta tarde, disse não ser liberal nas medidas para a habitação, por considerar que “o mercado não resolve tudo” e é necessária intervenção do Estado.
“Nós já tínhamos percebido que Luís Montenegro não é liberal, já tínhamos percebido que as políticas de habitação da AD são políticas que não estão a funcionar, que fizeram aumentar os preços porque aumentou a procura e não teve a coragem necessária para tomar as medidas para que venham mais casas, que haja mais oferta”, respondeu o líder da IL.
Rui Rocha defendeu que as políticas do seu partido para a habitação “estão certas”, reforçando que tanto as que foram implementadas pelo PS, como pela AD, “estão a falhar”.
“É o momento de os portugueses darem força à IL para nós começarmos a resolver os problemas da habitação, porque já percebemos que, com a AD, agrava-se aquilo que já era muito mau com o PS”, referiu.
O líder da IL acusou a AD de não ter “tomado medidas do lado da construção que permitam trazer casas para o mercado” e ter sido “completamente ausente em medidas para o mercado de arrendamento”.
