
Paulo Portas acusou, esta terça-feira, o Bloco de Esquerda de ter como inspiração "o modelo Tsipras e modelo Syriza", que se mostraram um redondo "bluff". Na estreia em debates nas legislativas, o número dois da coligação PSD/CDS-PP apostou na colagem dos bloquistas ao que aconteceu na Grécia.
Em resposta, viu a líder do BE, Catarina Martins, classificá-lo de "ilusionista da política", por evitar explicar como podem ser poupados 600 milhões de euros na Segurança Social sem cortar nas atuais pensões ou o proposto plafonamento das futuras.
"É possível poupar 600 milhões de euros sem corte de pensões a pagamento", garantiu Portas, na SIC Notícias, depois de ter sido desafiado insistentemente por Catarina Martins a apresentar números.
À falta de exatidão do líder do CDS - que optou por se focar em pouco mais do que a situação grega -, a bloquista cavalgou o ar cansado e a rouquidão de Portas para o acusar de ter colocado "os pensionistas com pensões ainda mais miseráveis". "Esta política de duas caras continua", atirou Catarina, para quem o Governo tem o "recorde dos ajustes diretos", dando como o exemplo o que aconteceu com o Metro do Porto e a STCP.
O único momento em que o presidente do PP atirou a bloquista ao tapete foi quando aludiu a Salvaterra de Magos, "única coisa que o BE já governou", onde os transportes urbanos também foram dados por ajuste direto à Barraqueiro, a compradora da TAP.
