
Imagem de satélite que mostra zonas inundadas pelo rio Tejo
Foto: ESA/AFP
A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou imagens de satélite que revelam a extensão das inundações na bacia do rio Tejo, em Portugal.
A agência lembrou, em comunicado divulgado na terça-feira, que as tempestades Kristin, Leonardo e Marta atingiram Espanha, Portugal e o Norte de África no início de 2026, provocando inundações generalizadas.
Em Portugal, a ESA destacou as áreas particularmente afetadas na cidade de Alcácer do Sal e na bacia do rio Tejo.
Uma imagem de radar divulgada na nota, baseada em dados captados pelo satélite Copernicus Sentinel-1, mostra a extensão das cheias em redor do rio Tejo e da sua bacia hidrográfica, a nordeste de Lisboa, com as áreas inundadas a vermelho.
A imagem foi captada em 7 de fevereiro e sobreposta a uma imagem de 27 de dezembro, mostrando onde os níveis da água subiram, sublinhou a ESA.
Também o Copernicus divulgou, na segunda-feira, no seu site imagens e dados sobre as inundações em Portugal, destacando que foi ativado o Serviço de Gestão de Emergências Copernicus (CEMS) para avaliar a extensão das inundações em 17 áreas de interesse em Portugal.

Foto: UE, Copernicus Sentinel-X
"Esta visualização de dados, produzida com recurso ao produto de delimitação do CEMS, mostra as áreas inundadas em redor do Rio Tejo e da Reserva Natural do Estuário do Tejo, localizada a nordeste de Lisboa. (...) [Em] Salvaterra de Magos, foram inundados mais de 64 mil hectares até 8 de fevereiro de 2026", sublinhou este programa europeu de observação da Terra do qual Portugal é Estado-membro.
O CEMS fornece informações geoespaciais para apoiar a monitorização e o mapeamento de eventos climáticos extremos, ajudando as autoridades a compreender melhor a extensão dos danos nas áreas afetadas, pode ler-se ainda na mesma nota.
Este serviço foi ativado em 28 de janeiro e em 3 de fevereiro devido a inundações em Espanha e Portugal. Ambas as ativações ainda estão em vigor, sublinhou também a ESA.
A agência europeia lembrou ainda, no seu comunicado, que em Espanha, a Andaluzia e a Galiza estiveram entre as zonas afetadas e que a região montanhosa em redor de Grazalema, no nordeste da província de Cádis, registou mais de 500 mm de chuva em 24 horas durante as tempestades.
A agência europeia divulgou uma imagem da Península Ibérica que mostra a acumulação de chuva entre 1 e 7 de fevereiro, utilizando os dados da missão Global Precipitation Measurement (GPM).

A missão GPM é uma rede internacional de satélites que fornece observações globais sobre a chuva e a neve, explicou a ESA.
