Incêndios agravam risco de cheias e obrigam APA a gestão hora a hora das barragens

Foz do Douro em risco de cheia
Foto: Igor Martins
Os incêndios dos últimos anos estão a agravar o impacto das cheias provocadas pela chuva persistente e pela sucessão de depressões, ao deixarem solos erodidos e sem capacidade de retenção de água. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) admite que este fator está a pesar na gestão atual dos caudais e obriga a um controlo ainda mais apertado das barragens.
"Temos solos completamente erodidos, sem qualquer vegetação, o que faz com que não haja retenção de água. Ela aflui muito mais rapidamente aos rios e ribeiras", explica ao JN José Pimenta Machado, presidente da APA, sublinhando que esta água arrasta ainda sedimentos e outros materiais que dificultam o escoamento. "É mais um dado adicional na gestão destas cheias.", acrescenta.

