
André Ventura durante a "Grande Entrevista" da RTP1
Foto: RTP
Confrontado com ligação do partido ao Grupo 1143, André Ventura alegou que "Ferro Rodrigues fez coisas piores".
Na segunda volta das presidenciais, André Ventura participou na "Grande entrevista" com Vítor Gonçalves na RTP1. Questionado sobre militantes do Chega ligados ao grupo neonazi 1143, Ventura afirmou não os conhecer e disse ter afastado apenas os que "tinha de afastar".
"Nem sei se estes elementos ainda são do Chega", acrescentou, criticando que outros candidatos não são questionados da mesma forma. Segundo avançado ontem, pelo menos três militantes do partido surgem na lista de detidos numa megaoperação da PJ contra o 1143, indiciados por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência contra estrangeiros, tendo todos já concorrido em eleições pelo Chega.
"Eu sou intolerável à violência", garantiu, defendendo controlo de fronteiras sem recurso a violência. Acusou jornalistas e partidos de Esquerda de incitar comportamentos violentos e atacou Ferro Rodrigues por "ter feito coisas muito piores".
Destacou ainda a fragmentação da Direita, os avanços do Chega em concelhos inéditos e acusou António José Seguro de representar a "tralha socrática" e de apoiar governos marcados por "bancarrotas e corrupção". Ventura afirmou que não veio guiar cordeiros, mas "despertar leões", apelando à mudança e à exigência de resultados do Governo.
O candidato também criticou dirigentes do CDS que, apesar de posições históricas contra o socialismo, declararam apoio a António José Seguro. "Isto é puro ódio contra mim, é medo que o sistema mude", atirou.

