
Joaquim Poças Martins, presidente da Ordem dos Engenheiros – Região Norte
Igor Martins / Global Imagens
O investimento na linha ferroviária do Norte que liga Portugal à vizinha Espanha, nomeadamente a sua extensão até Salamanca, foi defendido no 9.º Encontro de Engenharia Civil, realizado no Porto.
Joaquim Poças Martins, presidente da Ordem dos Engenheiros da Região Norte (OERN), garante que a ferrovia é essencial para a região do Norte. "Precisamos de uma alternativa ao transporte de estrada", disse.
Bento Aires, coordenador do Colégio de Engenharia Civil-Norte, sublinhou ao JN que a solução está nas infraestruturas "que têm de estar ligadas em rede e sob estratégias de competitividade". A ligação da linha do Douro até Salamanca - onde está situada a plataforma logística espanhola - será também um impulsionador da economia portuguesa, tanto no transporte de pessoas como de mercadorias.
"Já que vamos fazer investimentos na Linha do Douro para passageiros, parece-me racional investir também para a capacitar de transportes de mercadoria", defendeu Bento Aires.
Por sua vez, Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Área Metropolitana do Porto e da Câmara de Gaia, referindo-se ao metro, explica que a linha amarela sofrerá alterações. Ao JN, o presidente reitera que a linha deverá estender-se até ao hospital de Gaia e a Vila d"Este e que o concelho pretende "aderir ao metrobus". Estes projetos deverão ser apresentados ao Governo até ao final do próximo mês.
O autarca não esconde o entusiasmo por Gaia ser "o primeiro município do país a ter um posto de abastecimento de hidrogénio", numa parceria com a Salvador Caetano. A Ordem dos Engenheiros foi desafiada pela Câmara de Gaia a apontar quais as linhas mais importantes da Área Metropolitana do Porto. Perante este desafio, Joaquim Poças Martins diz ter a certeza que "não há solução para a Área Metropolitana do Porto sem duas coisas: articulação a nível metropolitano e a passagem do transporte privado para o transporte público".
Aeroporto
"Não" ao Montijo
Carlos Matias Ramos, ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, diz que o Montijo é "um aeroporto sem futuro" e acrescenta que se "esgotará em 2035".
"Sim" a Portela+1
Álvaro Costa, da Faculdade de Engenharia do Porto, defende que a rede aérea deve funcionar "em sistema dual", como já acontece em várias as cidades.
