
O Hospital de Santo António, no Porto, efetuou 44 operações, desde 2022, a 28 pacientes
Foto: Arquivo/Leonel de Castro
A maioria das intervenções de redesignação sexual é realizada na unidade de referência de Coimbra e mais de metade corresponde a transição de feminino para masculino. Só dois hospitais públicos fazem estas operações.
Já foram realizadas 408 cirurgias de mudança de sexo no Serviço Nacional de Saúde (SNS) desde 2017. A maioria dos utentes foram operados na unidade de reconstrução génito-urinária e sexual (URGUS) do Centro Universitário de Coimbra e mais de metade corresponde a transição de feminino para masculino. Atualmente, existem mais de 251 cidadãos à espera para a cirurgia nesta unidade de referência nacional. O balanço é feito seis anos após a entrada em vigor de uma alteração legislativa que permitiu a mudança de nome e de género no registo civil a partir dos 16 anos e eliminou a necessidade de dois relatórios médicos para atestar a disforia de género.

