
O presidente da República esteve com Papa Leão XIV, no Vaticano, esta semana
Foto: AFP
Marcelo Rebelo de Sousa, eleito presidente da República há dez anos, fez 172 deslocações ao estrangeiro, mais do que os seus antecessores, mas quase todas de curta duração, tendo visitado 60 países diferentes.
A sua lista oficial de deslocações inclui eventos desportivos e culturais, visitas oficiais e de Estado, tomadas de posse e cerimónias fúnebres, cimeiras e reuniões internacionais, comemorações do Dia de Portugal e visitas a forças nacionais destacadas.
Quanto aos anteriores chefes de Estado, António Ramalho Eanes fez no conjunto dos dois mandatos cerca de 45 viagens, Mário Soares mais de 160, Jorge Sampaio à volta de 145 e Cavaco Silva fez 80.
Ao contrário dos seus antecessores, Marcelo Rebelo de Sousa não quis fretar aviões, o que diminuiu a cobertura mediática das suas deslocações. Quase todas foram de curta duração, com o presidente da República a viajar em aviões comerciais ou militares, com comitivas reduzidas, sem a prática de levar empresários ou artistas, e por vezes até sem assessores.
As suas últimas deslocações foram ao Vaticano, onde esteve esta semana reunido com o Papa Leão XIV, numa semana marcada pelos efeitos do mau tempo em Portugal.
Antes disso, Marcelo foi ao Parlamento Europeu (Estrasburgo), para assinalar os 40 anos de adesão à União Europeia, e ao Mónaco, a convite do príncipe Alberto II.
Tinha prevista mais uma viagem esta semana, a Madrid, mas adiou a visita a Espanha devido à tempestade Leonardo. Estas visitas oficiais já tinham sido adiadas quando foi operado a uma hérnia, em dezembro. Os países que mais visitou foram Espanha, onde foi 18 vezes, seguida de França, com 17 deslocações, e EUA, com 12.
No domínio do desporto, foi a mais de uma dezena de jogos da seleção masculina de futebol, um da seleção de râguebi e outro da seleção de andebol, bem como à abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil, e de 2024, em França.

