
Última mensagem ao país, na véspera das eleições presidenciais
Foto: António Pedro Santos / Lusa
Momentos antes de tomar posse pela primeira vez como presidente da República, a 9 de março de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa deu o primeiro sinal do que viria a ser no cargo. Rodeado por um batalhão de jornalistas e de repórteres fotográficos, quebrou o protocolo e deslocou-se a pé desde a casa dos seus pais, no centro de Lisboa, até à Assembleia da República, onde decorreu a cerimónia.
Dois dias depois, no Porto, deixou-se engolir pela multidão, beijou e abraçou quem lhe surgiu pela frente, conversou com o povo. Habituada durante uma década a lidar com o formalismo de Cavaco Silva, avesso a desvios ao institucionalmente correto, a segurança oficial da Presidência não soube inicialmente como reagir a tanto contacto inusitado.

