Mira Amaral apoia Seguro por ser "moderado e sério" e ter "mais perfil" que Ventura

Foto: José Coelho/Lusa
O ex-ministro da Indústria Luís Mira Amaral declarou, esta quarta-feira, o seu apoio a António José Seguro nas presidenciais, considerando o socialista "moderado e sério" e com "mais perfil" para presidente da República do que André Ventura.
"Estive a analisar a campanha e acho que, neste momento, o doutor António José Seguro tem mais perfil para presidente da República que o doutor André Ventura", pois é "bastante equilibrado, com juízo e é isso que o presidente da República deve ter", disse hoje Mira Amaral à Lusa, considerando que na campanha para a segunda volta "até teve uma preocupação de ser mais abrangente" e de "captar o eleitorado do centro-direita".
Mira Amaral foi ministro do Trabalho e, depois, da Indústria e Energia nos três governos liderados por Cavaco Silva.
Considerando Seguro "um homem sério", disse ter "boa opinião pessoal dele" das vezes com que contactou com o ex-secretário-geral do PS, sendo sempre "extremamente simpático e muito agradável no trato", completou o ex-ministro de três governos de Cavaco Silva (PSD).
"É a primeira vez que voto num candidato que não é do meu partido. Mas como é uma eleição presidencial, acho que neste caso não está em causa agora o partido, e acho que ele é um homem sério, mostrou que tinha dignidade na sua vida partidária do PS, e acho que é um homem moderado, e pronto, e na função do presidente da República é isso que se precisa", disse hoje à Lusa.
O ex-ministro de três governos de Cavaco Silva considera que António José Seguro "tem mais perfil para presidente da República que o doutor André Ventura", mas rejeitou alinhar "naquelas teses da esquerda" de que na segunda volta das eleições presidenciais está em causa "a democracia contra a ditadura ou o fascismo".
"Eu lembro-me das eleições Mário Soares [contra] Freitas do Amaral, em que a esquerda também utilizou essa tecla. Não me revejo nessa tecla", vincou.
Mira Amaral disse ainda que apoiará Seguro após ter feito um "período de nojo" depois de ter apoiado e feito parte da Comissão de Honra de Luís Marques Mendes na primeira volta.
