
Pedro Grandeiro/Global Imagens
Inês Sousa Real visitou, esta manhã, um centro de proteção animal, em Mafra, onde enjeitou as declarações do candidato pelo círculo eleitoral por Santarém da AD que associou a falta de oportunidades económicas de Portugal com "falsas alterações climáticas".
"A AD não tem os anseios para país do PAN sobre alterações climáticas e sobre questões animal", afirmou a porta-voz do PAN, frisando que a Aliança Democrática "quer trazer revivalismo, infelizmente, Luís Montenegro deu a mão ao conservadorismo, ao invés e de estar no século XXI", atirou Inês Sousa Real. "Essas declarações mostram que a AD não tem respeito pela vida animal", sustentou, partilhando que o seu partido não se revê "nesse revivalismo e só mais uma vez o PAN tinha razão, quando criticou a AD". "Os portugueses contam com alternativas progressistas, pelo direito animal, das pessoas e pela natureza", concluiu.
Reagindo a recentes declarações do cabeça-de-lista da AD por Santarém, Eduardo Oliveira e Sousa, antigo presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, sobre a agricultura, Inês Sousa Real contrapôs ainda que o futuro da agricultura deve ser baseado na "economia verde" e não numa agricultura intensiva com uso de pesticidas.
Na senda das farpas lançadas à AD, Inês Sousa Real considerou "absolutamente lamentável que a AD tenha optado por seguir o caminho de extremar-se à direita ao invés de promover valores da inclusão, do humanismo, do respeito".
Contra a tourada
Questionada sobre se defende um referendo, com o intuito de abolir a tauromaquia, Sousa Real crê que "certamente a população portuguesa decidiria pela abolição", sustentando "que todos os anos o país perde mais de 19 milhões de euros em apoios locais para a tauromaquia".
"Nem mais um cêntimo para a tauromaquia", reforça, ponderando um possível referendo.

