
Populares e figuras públicas prestam homenagem a Mário Soares no Jerónimos
Gerardo Santos / Global Imagens
As portas do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, fecharam ao público às 11 horas. Segue-se um momento reservado à família, antes das cerimónias públicas, a partir das 13 horas.
Depois de centenas de pessoas terem passado esta manhã pela Sala dos Azulejos para prestarem homenagem ao antigo Presidente da República Mário Soares, as portas dos Jerónimos fecharam-se ao público.
Durante duas horas, o velório do antigo presidente da República decorre na intimidade da família.
Esta quarta-feira de manhã, durante as três horas que as portas dos Jerónimos estiveram abertas ao público, centenas de pessoas prestaram homenagem a Mário Soares. Entre desconhecidos e figuras como o juiz Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, o economista e gestor Luís Nazaré e o jornalista António Perez Metelo.
Ontem foram também muitas as figuras públicas que prestaram homenagem ao antigo presidente
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Em declarações à agência Lusa, o juiz Armando Leandro lembrou a determinação de Mário Soares "em garantir" a liberdade e a democracia.
"Vim prestar homenagem ao presidente Mário Soares que admiro pela sua coragem, pelo seu espírito democrático. Um grande defensor da liberdade e dos mais humildes", disse.
Vários populares trazem consigo rosas, símbolo do Partido Socialista (PS), mas também cravos, vermelhos símbolo da liberdade, que entregam a um elemento da agência funerária que depois as transportam para junto da urna de Mário soares.
As homenagens prestadas no interior da sala dos Azulejos estão a ser transmitidas num écran gigante colocado na parede do Mosteiro dos Jerónimos.
As portas do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, abriram cerca das 08:00 e minutos depois mais de três dezenas de pessoas começaram a entrar para prestar homenagear ao antigo Presidente da República Mário Soares.
Mário Soares morreu no sábado, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.
O Governo português decretou três dias de luto nacional, até quarta-feira.
O corpo do antigo Presidente da República está em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos desde as 13.10 horas de segunda-feira, depois de ter sido saudado por milhares de pessoas à passagem do cortejo fúnebre pelas principais ruas da capital com escolta a cavalo da GNR.
O funeral realiza-se, esta terça-feira, pelas 15.30 horas, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, após passagem do cortejo fúnebre pelo Palácio de Belém, Assembleia da República, Fundação Mário Soares e sede do PS, no Largo do Rato.
Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.
Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.
Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.
