
Marcelo Rebelo de Sousa recebeu o presidente da Bulgária na cidade do Porto para uma visita oficial que termina, esta quarta-feira, em Lisboa
Rui Manuel Farinha/EPA
Os presidentes de Portugal e da Bulgária defenderam, esta terça-feira, um estreitar da colaboração entre os dois países em áreas como a transição energética e digital, que consideram que "se tornaram mais urgentes" com a guerra na Ucrânia.
Naquela que é a terceira visita oficial do presidente da Bulgária a um país próximo "pela amizade" mas que está no outro extremo da Europa, Marcelo Rebelo de Sousa não quis falar muito "nos problemas bilaterais", até porque considera que a cooperação "se tem vindo a fortalecer" a vários níveis, como político, económico, cultural e diplomático.
O chefe de Estado preferiu, por isso, "falar mais do mundo" com Rumen Radev. Em cima da mesa, esteve a guerra na Ucrânia. Porém, para Marcelo Rebelo de Sousa, o conflito acaba também por ser uma chamada de atenção para a dependência energética da Europa.
"Ambos consideramos que a transição energética e digital se tornaram mais urgentes", revelou o presidente da República, acrescentando a aposta na inteligência artificial, numa conferência de Imprensa conjunta na Fundação de Serralves.
Rumen Radev concordou e reforçou a vontade de "estreitar ainda mais a colaboração" com Portugal ao nível das energias renováveis, por considerar que o país "tem muito êxito" na área.
O presidente búlgaro revelou vontade de também intensificar a partilha nos domínios do conhecimento científico e do ensino da língua portuguesa.
A terceira visita oficial de Rumen Radev, que estará esta quarta-feira em Lisboa para visitar o Instituto Universitário Militar, teve mais ênfase no Porto por Marcelo Rebelo de Sousa considerar que é uma cidade que simboliza "todas as formas de viver e ver o mundo" comuns entre Portugal e a Bulgária.
"É uma cidade onde estão as nossas primeiras raízes históricas, um Portugal europeu mas aberto ao mundo, empenhado na segurança mas também humanista", destacou Marcelo, num encontro em que partilhou com Rumen Radev a esperança e a certeza de que, pelo diálogo, acabará por ser possível chegar à paz na Europa.
