
Tiago Petinga/Lusa
O projeto não é novo, mas num ano atípico e marcado por muita solidariedade por todo o país ganha ainda mais relevo. A Nobre Casa de Cidadania (NCC) quer homenagear os heróis da pandemia e não só. As candidaturas terminam este sábado. Desde 2013 que a NCC reconhece atos nobres de cidadãos comuns. O objetivo é divulgar exemplos de cidadania. Em sete anos, já foram homenageadas mais de 80 pessoas e recebidas mais de 100 candidaturas.
Qualquer pessoa que pretenda homenagear um cidadão nacional ou estrangeiro, residente em Portugal, que tenha praticado um ato nobre, pode fazê-lo através do site da NCC (www.nobre.pt/nobrecasadecidadania) onde está disponível um formulário de candidatura, que só não pode ser feita pelo próprio autor do ato. Mas quem quiser homenagear alguém tem que se apressar, porque o processo de candidaturas termina hoje.
"Ao criarmos a Nobre Casa de Cidadania queríamos trazer a público o tema da cidadania e a melhor maneira de o fazer era reconhecendo atos nobres de cidadãos anónimos, ações realizadas em benefício de terceiros, sem qualquer benefício próprio", explica Lia Oliveira da NCC. Nestes sete anos, já foi homenageado um homem que salvou uma criança de se afogar no mar, pessoas que se mudaram para África para construir escolas, gente que angaria chapéus de sol para crianças albinas. E em ano de pandemia a NCC espera bater o recorde de candidaturas. "Por ter sido um ano particular, acredito que vamos ter uma afluência maior. Tem sido um prazer trazer estas histórias a público".
Um conselho institucional composto por 11 instituições - como a Direção Geral da Educação, Fundação para a Ciência e Tecnologia, Liga dos Bombeiros ou PSP - selecionam depois as candidaturas para atribuição do título de cidadão nobre. Na cerimónia de homenagem, que habitualmente é presencial mas este ano será virtual, as pessoas homenageadas têm oportunidade de contar a sua história na primeira pessoa e recebem um diploma.
