As secundárias privadas a ensinar em Portugal são mais generosas do que as públicas: na lista das dez maiores divergências entre nota de pauta e de exame há seis privadas. E olhando só para as escolas maiores, as privadas ocupam sozinhas os lugares cimeiros.
No tipo da tabela surge o Colégio Ellen Key (Porto). Os seus finalistas receberam uma média de 16, em pauta, mas nos exames nem positiva tiveram: uma média de 8. O colégio não nega as discrepâncias, "pois elas existem", mas afirma que a sua análise é "um exercício estatístico sabiamente aproveitado, ainda que de forma errónea, por todos aqueles que procuram extrair deste interpretações convenientes".
Mais a sul, a Imaculada Conceição surgia a seguir, mas fechou por falta de alunos. Em funções, segue-se o Colégio do Minho (Viana), cujos alunos receberam um 17 dos professores, para depois baixarem para uma positiva resvés, de 10 valores. O diretor Ricardo Sousa afirmou que escolas pequenas são mais suscetíveis e defendeu o rigor dos seus professores, apesar de admitir que uma disparidade de sete pontos "é muito grande".
As apostas sobem quando se fala, por exemplo, do D. Duarte cuja média anual de 15 se transformou em negativa (8) nos exames. No Colégio de Lamego, o 16 de pauta não passa de 10 de exame. Com ainda mais alunos, o Externato Carvalho Araújo viu cair a média de 16 para 9.
O Rosário, habitual no topo do ranking, foi a 3.ª privada (empatada com o Colégio do Minho) a dar a nota mais alta: 17 valores de média. Mas também lá as notas dadas pelos professores são mais altas do que as dos exames, numa diferença de três valores.
Já as escolas cujas notas internas mais se aproximam das dos exames estão em torno da capital. Destaque para o S. João de Brito, cuja média de 15 valores é acompanhada por uma de 14 nos exames.
O mesmo sucede na Academia de Música de Santa Cecília, que não só deu notas semelhantes às dos exames como destronou o Rosário no 1.0 lugar do ranking dos exames nacionais. Estas são as melhores escolas do país. v
