Revista de Imprensa: Hospital de Castelo Branco avisa tarefeiros que não paga este mês na íntegra

Foto: Artur Machado
O Hospital de Castelo Branco informou por email os médicos tarefeiros de que não pagará os honorários de novembro na totalidade, alegando dificuldades de gestão orçamental e prevendo apenas a normalização dos pagamentos entre dezembro e janeiro, avança, esta quinta-feira, o "Diário de Notícias".
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A missiva, enviada pela secretaria da administração da ULS de Castelo Branco, um dia depois da visita da ministra da Saúde e do Diretor Executivo à unidade, "irrita" os médicos. "A situação é gravíssima", dizem, e pode afetar cerca de 50 profissionais que fazem prestação de serviço neste hospital, avança o "Diário de Notícias". Problema de "tesouraria" pode estar na base da situação. A associação que representa os prestadores de serviço reúne-se esta quinta-feira com Ana Paula Martins, que nomeou em 2024 a administração em causa.
Mais casos de VIH diagnosticados tardiamente em homens acima dos 50 anos e heterossexuais
Em 2024, foram notificados em Portugal 951 casos de infeção por VIH, menos 46 casos do que em 2023. Os dados são do último relatório do Programa Nacional para as Doenças e Infeções Sexualmente Transmissíveis e VIH, divulgado esta quinta-feira, e revelam que o país mantém a descida de número de casos e que, pelo terceiro ano consecutivo, não ultrapassam o milhar. Embora os dados sejam otimistas, Bárbara Flor de Lima, diretora do programa, admitiu ao "Diário de Notícias" que o país "está a falhar em rastreio global".
Governo criou 89 grupos de trabalho em 20 meses, mais do triplo de Costa
A 5 de junho, no seu discurso de tomada de posse como primeiro-ministro, Luís Montenegro declarou "guerra à burocracia" e avisou que "a reforma do Estado é mesmo para fazer". De lá para cá, o Governo criou mais 12 grupos de trabalho e estruturas de missão e coordenação por vários ministérios, que se juntam aos pelo menos 77 criados pelo seu primeiro executivo. Contas feitas, desde que pela primeira vez tomou posse como primeiro-ministro, há quase 20 meses, Montenegro já deu luz verde a 89 grupos de trabalho, aumentando a orgânica do Estado que algumas destas estruturas se propõem, precisamente, simplificar. Este número é três vezes superior ao registado nos primeiros 29 meses do executivo de António Costa. Apesar do ritmo ter abrandado no atual Governo, muitas das estruturas criadas anteriormente no primeiro Executivo do líder do PSD continuam ativas, enquanto novas comissões, algumas sem custos e outras com despesas significativas, continuam a surgir em áreas como a gestão aeroportuária, a fiscalização de programas militares ou a reprivatização da TAP. Desde junho, a saúde destaca-se como o ministério com mais grupos de trabalho criados, concentrando cinco das 12 novas estruturas.
Ordem ainda não validou pós-graduações exigidas para admissão à nova especialidade de urgência
Os médicos não especialistas que se querem candidatar à recém-criada especialidade de Medicina de Urgência e Emergência estão a esbarrar num dos critérios de admissão exigidos pela Ordem dos Médicos. São obrigados a possuir uma pós-graduação na área, mas a lista dos cursos reconhecidos pela Ordem dos Médicos ainda não está definida e o prazo para a realização destas formações está a apertar, alerta o "Público". Bastonário diz que ainda só recebeu duas candidaturas de instituições de ensino superior.
Novo Banco vendeu por 14 milhões terrenos da mata de Sesimbra que valiam 340
Ao arrepio da tendência do mercado imobiliário, o Novo Banco vendeu um conjunto de terrenos situado na mata de Sesimbra e participações em sociedades imobiliárias por 14 milhões de euros quando, há dez anos, os mesmos foram avaliados em 340 milhões e, em 2019, em 100 milhões de euros, revela o "Correio da Manhã". Este é o ponto crucial da "Operação Haircut", que levou a PJ a realizar buscas no final de outubro, e que investiga ainda a venda de carteiras de crédito do extinto BES.
Estado tem 301 casas ocupadas ilegalmente
Dos cerca de 16 mil imóveis sob gestão do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), 301 estão ocupados ilegalmente, segundo os dados de setembro partilhados com o "Expresso". A maioria concentra-se na área metropolitana de Lisboa. No total, o IHRU gere 14.873 fogos destinados à habitação e mais 1560 frações não habitacionais, como garagens, dispersos por 493 bairros em 139 municípios. "Essa dispersão complica muito a nossa ação. Nós só temos instalações no Porto e em Lisboa, mas temos fogos desde Vila Real de Santo António a Bragança", explica Benjamim Pereira, presidente do IHRU. É "humanamente impossível" vigiar todas as frações, "só conseguimos saber mediante a intervenção dos municípios, que nos vão informando sobre esses problemas". As zonas urbanas mais densas, como a área metropolitana de Lisboa, "são as piores". Até setembro deste ano, o IHRU realizou 76 despejos. Um número acima dos despejos totais de 2024 - cerca de 40. Até ao final de 2025, "vamos duplicar o valor" do ano passado. "Estamos a ser mais eficientes", porque há "uma maior preocupação com o problema".
Fisco clarifica isenção de mais-valias depois dos 65 anos
Um contribuinte com mais de 65 anos que venda a sua casa e decida aplicar as mais-valias obtidas num complemento de reforma, através de um produto financeiro que lhe assegure um rendimento sob a forma de prestações regulares e periódicas, não só não pagará IRS sobre as referidas mais-valias, como ao fim de dez anos poderá movimentar o valor remanescente sem ter por isso qualquer penalização fiscal. Segundo o "Negócios", há cada vez mais pessoas a usar este mecanismo e uma nova modalidade é vender mantendo o usufruto do imóvel. O esclarecimento é da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e surge na sequência de um pedido de informação vinculativa apresentado por uma companhia de seguros.
Siemens abre centros de IA em Portugal
Sofia Tenreiro, que assumiu a liderança da Siemens Portugal este ano, garante que Portugal é "o best kept secret" e isso vê-se nas inovações que têm acontecido na Rua Irmãos Siemens. Consciente de que Portugal tem de se posicionar face aos avanços tecnológicos, a gestora revelou ao "Negócios" que a unidade portuguesa investiu na abertura de centros de inteligência artificial (IA) e "user experience" (UX) para alavancar a sua posição no mercado global. Estes centros deverão começar a operar em 2026 e vão ser contratados inicialmente cerca de 250 profissionais. A iniciativa visa aumentar a produtividade interna e desenvolver soluções tecnológicas mais apelativas para os clientes, alinhando-se com o investimento global de mil milhões de euros da casa-mãe nos próximos três anos.
