
Alguns médicos estão a usar números pessoas para contactar doentes
Arquivo/Global Imagens
Alguns profissionais de saúde lançaram um apelo, nas redes sociais, para que os utentes do SNS atendam as chamadas telefónicas mesmo que o número do emissor esteja em modo privado.
O alerta decorre do facto de alguns médicos do SNS, envolvidos na operação de combate à Covid-19, estarem a usar os telefones pessoais para vigilância de casos suspeitos ou confirmados de infeção com o novo coronavírus. O mesmo método de trabalho é usado nas teleconsultas. O alerta, divulgado no Facebook, foi feito por um médico do Porto e rapidamente adotado pelos colegas de ofício.
"Temos um sistema de vigilância e gestão dos doentes que se chama 'trace Covid'. Os doentes são inseridos na plataforma por nós, hospital, SNS 24 ou por iniciativa própria. Depois, temos que fazer vigilância diária desses doentes", explica ao JN um dos médicos envolvidos no sistema. Como muitos clínicos estão a trabalhar em casa, a chamada é feita pelo telefone particular, em modo privado, a fim de manter "um mínimo de privacidade". "Às vezes, as pessoas não atendem à primeira, principalmente no primeiro dia que ligamos, mas depois ficam avisadas e não costumam falhar", acrescentou a fonte.
Benefícios aos profissionais
Para minimizar os encargos com as chamadas pessoais dos médicos, entretanto foi assinado um Acordo de Colaboração entre o Gabinete de Resposta Digital à Covid-19, o Ministério da Saúde e os operadores de telecomunicações (Altice, NOS, NOWO e Vodafone), para a atribuição de benefícios a profissionais do Serviço Nacional de Saúde dedicados ao tratamento de doentes Covid-19. Deste modo, os plafonds associados aos tarifários do serviço telefónico móvel subscritos pelos profissionais de saúde "ganharam" um benefício de 10 mil minutos de voz para redes fixas e móveis nacionais, 10 mil SMS para redes móveis nacionais e de 10 GB de dados.
Assim, se receber uma chamada de um número privado, atenda, pode ser o médico.
