Segunda volta das presidenciais realiza-se hoje em 20 freguesias e secções de voto

Houve oito municípios abrangidos pelo adiamento de eleições
Foto: Pedro Correia
A segunda volta das eleições presidenciais vai realizar-se este domingo em 20 freguesias e secções de voto onde a votação foi adiada uma semana devido aos efeitos das tempestades, com um total de cerca de 36 mil inscritos.
É já conhecido desde domingo passado o vencedor das eleições, António José Seguro, que segundo os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna foi eleito presidente da República com 66,83% dos votos expressos, contra 33,17% de André Ventura.
Antes da votação de hoje em 20 freguesias e secções de voto, António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, passou os 3,48 milhões de votos, enquanto o presidente do Chega, André Ventura, teve mais de 1,72 milhões de votos.
Segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE), a votação para a segunda volta foi adiada em todas as seis freguesias de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, bem como nas quatro freguesias de Arruda dos Vinhos e nas três freguesias da Golegã, no distrito de Santarém.
Além destes três concelhos sem qualquer voto no passado domingo, também foi adiada a votação em duas secções de voto de Santarém, numa freguesia e numa secção de Rio Maior, e ainda numa freguesia do Cartaxo, numa freguesia de Salvaterra de Magos e noutra de Leiria.
São, no total, oito municípios abrangidos pelo adiamento de eleições. Nas 20 freguesias e secções de voto em causa estão inscritos, de acordo com a CNE, 36.852 eleitores.
A lei eleitoral não prevê o adiamento generalizado das eleições.
Urnas abriram sem problema à hora marcada
As urnas abriram todas sem problemas, disse à agência Lusa fonte da Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Segundo o porta-voz da CNE, André Wemans, até ao momento, a instituição não tem qualquer informação de abertura tardia das urnas, que abriram às 8 horas e encerram às 19 horas.
"Até agora, não há qualquer informação sobre quaisquer atrasos na abertura das urnas. Se ocorresse algum problema, já teríamos tido conhecimento", afirmou André Wemans, que adiantou que fará um novo ponto de situação por volta das 14.30 horas, já, eventualmente, com alguns dados sobre a taxa de participação.
Primeira volta das eleições
Dezasseis pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também centenas de feridos e desalojados.
As tempestades que têm atingido Portugal provocaram a destruição de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações.
As regiões Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até hoje em 68 concelhos.
Na primeira volta das presidenciais, em 18 de janeiro, disputada por 11 candidatos, António José Seguro, apoiado pelo PS, foi o mais votado, com 31,11% dos votos expressos, seguido de André Ventura, apoiado pelo Chega, que teve 23,5%.
João Cotrim Figueiredo, apoiado pela IL, ficou em terceiro, com 16%, Henrique Gouveia e Melo em quarto, com 12,32%, e Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD, em quinto, com 11,30%.
O atual presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016, cessará funções em 9 de março, data em que António José Seguro tomará posse perante a Assembleia da República.
Os anteriores presidentes eleitos em democracia foram António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006) e Aníbal Cavaco Silva (2006-2016).
