
António José Seguro prometeu ser exigente com o Governo, mas garantiu estabilidade
Foto: Pedro Correia
António José Seguro foi eleito presidente da República com o maior número de votos de sempre de umas presidenciais. No discurso de vitória, garantiu que não será Oposição ao Governo, mas prometeu ser vigilante e atento. "Sou livre, vivo sem amarras. A minha liberdade é a garantia da minha independência", disse, perante um auditório cheio de apoiantes.
Mais de meia hora depois das primeiras projeções e debaixo de chuva fraca, António José Seguro deixou a sua casa, nas Caldas da Rainha, acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado, para dizer que os portugueses são o "melhor povo do mundo". Já sabia da vitória expressiva que o esperava ao final da noite, cumprimentou os vizinhos e fez, a pé, um percurso de poucos metros, até ao Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha. Com o quartel-general a rebentar pelas costuras, os apoiantes receberam o presidente eleito de braços abertos. No discurso da noite, prometeu ser o presidente de todos os portugueses, leal à Constituição e exigente com Governo, sem ser Oposição. Teve José Luís Carneiro na fila da frente.


