Negligência está na origem da maioria dos incêndios rurais deste ano, com as queimadas a ter grande impacto. Especialistas dizem que problema consiste na falta de gestão da área florestal.
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Cerca de 58% dos 2744 incêndios rurais deste ano, investigados pelas autoridades, foram provocados pelo uso negligente do fogo e 14% foram ateados intencionalmente. Apenas 20 fogos resultaram de causas naturais. Os especialistas ouvidos pelo JN reconhecem que existe uma cultura de fogo, mas garantem que o principal problema reside na falta de gestão das áreas florestais.
Dos 3940 incêndios rurais que deflagraram este ano em Portugal, só 1% foi provocado por causas naturais, como raios, por exemplo. Segundo os dados do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais Floresta Segura 2023 da GNR, desde o início do ano e até ao dia 18 de junho, registaram-se 2995 incêndios, dos quais 2744 foram investigados. Desses, 14% resultaram de fogo posto (a minoria foi por inimputáveis), o que corresponde a 380 incêndios.

