
Falta de cuidado na escolha dos candidatos pode explicar saídas do Chega
Foto: Artur Machado
Três meses depois das autárquicas, sucedem-se as desfiliações de eleitos pelo Chega, que optam por passar a independentes, a maioria em ruptura com os órgãos nacionais ou locais, tal como aconteceu após as eleições de 2021, em que o partido perdeu 11 dos seus 19 mandatos nos executivos municipais. Desta feita, são já sete os vereadores que bateram com a porta, além de vários deputados nas assembleias municipais. O caso mais recente foi em Vila Nova de Gaia. Segundo politólogos, a situação pode dever-se ao pouco cuidado na escolha dos candidatos.
Foi o candidato do Chega à Câmara de Mirandela, Luís Saraiva, quem deu o pontapé de saída para uma série de desfiliações de eleitos pelo Chega. Onze dias após as eleições autárquicas do ano passado, o vereador anunciou que iria tomar posse como independente, invocando "divergências intransponíveis com a direção distrital do partido, bem como uma falta de apoio gritante durante toda a campanha, tanto a nível local como nacional".
