
Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens
Os representantes do setor do táxi acusaram, esta sexta-feira, a PSP de querer "partir a manifestação" de segunda-feira, em Lisboa, ao impor condições relativamente aos taxistas que vêm do norte e do sul do país.
"A PSP está a levantar problemas que não fazem sentido. Nós discordamos e mantemos o mesmo itinerário. Declinamos qualquer responsabilidade do que venha a acontecer", afirmou aos jornalistas o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos, após uma reunião com a PSP no Comando Metropolitano de Lisboa, em Moscavide (Loures).
Os taxistas pretendem que os carros vindos de norte vão ter à Rotunda do Relógio, em Lisboa, para depois se juntarem aos colegas no Parque das Nações, mas a polícia "quer desviá-los em Santa Iria da Azóia [no vizinho concelho de Loures] para o IC2 [itinerário complementar]", referiu o presidente da Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros, Florência Almeida.
Em relação às viaturas oriundas do sul, acrescentou, as associações definiram uma saída conjunta, com batedores, mas a PSP quer antes que se desloquem em "pequenos grupos de 10 ou 15 viaturas".
Por outro lado, os taxistas aceitaram a indicação policial de, na Baixa de Lisboa, vindos da Rua do Ouro, não passar na Rua do Arsenal, atualmente em obras, e ir ao Campo das Cebolas para se dirigirem ao Cais do Sodré, rumo à Assembleia da República, em S. Bento.
Ao final da manhã, a PSP não tinha ainda prestado declarações sobre a reunião.
