
INEM implementou um novo modelo de triagem no dia 2 de janeiro de 2026
Foto: Gustavo Bom/Arquivo
O INEM começou, no dia 2 de janeiro deste ano, a trabalhar com um novo modelo para definir prioridades no socorro à população. O método é criticado pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, que afirma que a morte de um homem que esperou três horas por uma ambulância pode ser explicada pela mudança.
A partir de janeiro, o novo modelo estabeleceu cinco níveis de prioridade, à semelhança do sistema usado na triagem dos hospitais.
São os profissionais do CODU que classificam as ocorrências, com base na informação prestada quando se faz uma chamada para o 112.
Cada nível de resposta define os tempos de resposta, o que o INEM defendeu que permite "uma gestão mais rigorosa dos meios de emergência".
Os cinco níveis que existem foram explicados pelo INEM:
• P1 - Emergente, situações associadas a risco de vida iminente, implicam uma resposta imediata, com o envio de meios de Suporte Básico de Vida articulados com Suporte Imediato ou Avançado de Vida.
• P2 - Muito urgente, situações com risco clínico elevado, preveem a chegada do primeiro meio ao local até 18 minutos.
• P3 - Urgente, situações com risco de agravamento clínico, implicam uma chegada até 60 minutos, com envio de meio de Suporte Básico de Vida.
• P4 - Pouco urgente, situações associadas a risco clínico baixo, preveem uma chegada ao local de meio de Suporte Básico de Vida em até 120 minutos.
• P5 - Não urgente, situações que não implicam o envio de meios de emergência, sendo a chamada transferida de imediato para a linha SNS 24, onde é garantido aconselhamento e encaminhamento adequados.
Esta terça-feira, um homem morreu depois de ter estado à espera mais de três horas por uma ambulância, depois de o seu caso ter sido considerado P3 - Urgente, que define numa hora o tempo de chegada de um meio de socorro.

