"Um dirigente gigante" que deixa "uma marca de lealdade". As reações à morte de Nuno Morais Sarmento

Foto: Mário Cruz
Nuno Morais Sarmento, que este sábado morreu aos 65 anos, foi advogado, político, ministro e "número dois" no PSD, ao lado de Durão Barroso.
50 anos de ligação
O antigo presidente social-democrata Rui Rio recordou a sua ligação de quase 50 anos a Nuno Morais Sarmento, antigo ministro hoje falecido, e que foi seu vice-presidente no PSD.
"Parte também um pouco de nós, quando desaparece alguém com quem privamos durante quase 50 anos. Até sempre, Nuno", escreveu Rui Rio na rede social X.
"Político muito frontal, corajoso e combativo"
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, também manifestou a sua tristeza pela morte de Nuno Morais Sarmento, que recordou como um "político muito frontal, corajoso e combativo".
"A notícia da morte de Nuno Morais Sarmento entristece-me profundamente. Apesar das diferenças das nossas ideias políticas, vi sempre nele um homem e um político muito frontal, corajoso e combativo", afirmou José Luís Carneiro, numa mensagem enviada à agência Lusa.
Para o secretário-geral do PS, a morte de Nuno Morais Sarmento "é uma perda para o país".
"Um pensador e dirigente gigante"
O PSD recordou como "um pensador e dirigente gigante" e "uma das vozes mais firmes na defesa da liberdade, da tolerância e do espírito cívico".
Numa nota de pesar enviada à comunicação social, lê-se que "foi com imensa dor e saudade que o PSD recebeu a notícia do falecimento de Nuno Morais Sarmento", militante número 5463 do partido, desde 18 de janeiro de 1982.
Nesta nota, Nuno Morais Sarmento é descrito como "um homem de convicções" que "tinha três grandes paixões: o PSD, tendo iniciado militância ainda jovem, na JSD; o Direito, a ciência e arte que escolheu para abraçar a profissão de jurista e advogado de causas; e, por fim, o mergulho".
"Moderação, lealdade e serviço público"
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, lamentou hoje a morte do antigo ministro Nuno Morais Sarmento e considerou que "deixa uma marca de moderação, lealdade e serviço público".
"Advogado, deputado, ministro e presidente da FLAD, deixa uma marca de moderação, lealdade e serviço público e, no combate à doença, um testemunho de resistência e amor à vida", escreveu Aguiar-Branco, numa mensagem publicada no Instagram.
Político de "inteligência fulgurante" e "um lutador"
O antigo presidente do PS e ex-candidato presidencial Luís Marques Mendes lembrou hoje Nuno Morais Sarmento como um amigo "frontal e leal", um político "corajoso, intuitivo", de "inteligência fulgurante" e "um lutador".
Num testemunho enviado à Lusa, Luís Marques Mendes, recordou "o amigo" Morais Sarmento, "sempre direto, genuíno, frontal e leal", e "o político", que descreveu como "corajoso, intuitivo, sempre pautado por princípios e valores, dotado de uma inteligência fulgurante".
"Vai fazer muita falta" à vida política
O antigo presidente da Comissão Europeia Durão Barroso recordou Nuno Morais Sarmento como "um grande amigo" e considerou que Portugal perde "alguém que vai fazer muita falta à vida pública e cívica".
"Foi com enorme tristeza que recebi a notícia da morte de Nuno Morais Sarmento. Ao longo de décadas desenvolvemos uma enorme amizade e cumplicidade política", disse Durão Barroso, num testemunho enviado à agência Lusa.
