O Jogo ao Vivo

"Tusk Awards"

As biólogas portuguesas premiadas pela coroa britânica

As biólogas portuguesas premiadas pela coroa britânica

Foi na gala dos "Tusk Awards", em Inglaterra, onde todos os anos são reconhecidos projetos de conservação da natureza e da vida selvagem em África, com o alto patrocínio da coroa britânica, que a equipa do "Programa Tatô", uma ONG, coordenada por Betânia Ferreira, Sara Vieira e Maria Branco, viu premiado um esforço de vários anos na luta pela defesa das tartarugas marinhas em São Tomé.

O galardão, que é atribuído pela Fundação Príncipe William, tem o nome do próprio e também significa um cheque de 100 mil libras (cerca de 110 mil euros) para o financiamento e gestão do projeto nos próximos três anos.

Hipólito Lima, um cidadão são-tomense, de 70 anos, que há quase três décadas trabalha na proteção de tartarugas nas praias locais, foi o escolhido para representar o "Programa Tatô" na gala realizada esta quinta-feira, desta vez em formato online devido à pandemia, que contou com a participação em vídeo do próprio herdeiro ao trono da coroa britânica.

Desde 2014, uma equipa de 80 pessoas faz um trabalho "a nível técnico e social, no terreno e à distância, em articulação com as autoridades governamentais e não governamentais de São Tomé e Príncipe", com o objetivo último de evitar a extinção de uma espécie que é legalmente protegida (a caça e o comércio de tartarugas marinhas são ilegais em São Tomé desde 2014).

Betânia Ferreira, de 41 anos, é a diretora do projeto, que tem Sara Vieira, de 35 anos, como coordenadora técnica, e Maria Branco, de 28 anos, como assistente de coordenação. As três são portuguesas e biólogas marinhas.

"Sensibilizar a população local, apostar na literacia e na comunicação e obter um impacto a longo prazo junto das crianças", para além da ação concreta nas praias, são algumas das estratégias do "Programa Tatô", que recebeu o nome de uma das espécies de tartarugas mais comuns do Norte de São Tomé.

Bióloga marinha, formada na Universidade do Algarve em 2002, Betânia tem dedicado anos de vida a uma paixão que também já a levou ao Brasil, a Angola e à Guiné-Bissau, sempre com as tartarugas em pano de fundo. "Procurar fontes de financiamento faz parte do nosso dia a dia e foi, por isso, que fizemos a candidatura aos "Tusk Awards". Não estávamos à espera de ganhar este prémio. O "Programa Tatô" é nosso, mas também é cada vez mais das pessoas de São Tomé, até porque não vamos estar lá para sempre", afirmou, ao JN.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG