Ensino Superior

Atraso tecnológico do país prejudicou universitários durante pandemia

Atraso tecnológico do país prejudicou universitários durante pandemia

A "transição abrupta" do ensino presencial para o ensino à distância no Ensino Superior expôs as "dificuldades estruturais" de Portugal em matéria de equipamentos tecnológicos e acesso à Internet, revela um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE). Ainda assim, alunos e instituições adaptaram-se de um modo "bastante positivo".

Segundo o documento, solicitado pela Assembleia da República e divulgado esta terça-feira, as mudanças forçadas nas universidades e politécnicos em 2019/2020 tiveram "efeitos significativos, prolongados e diversificados", que ainda hoje se fazem sentir.

"Estas alterações depararam-se com dificuldades estruturais existentes em Portugal face aos novos desenvolvimentos tecnológicos e à crescente digitalização", lê-se no estudo. Contratempos que ocorrem "principalmente porque as competências digitais, os equipamentos informáticos e o acesso à Internet não estão generalizados na população portuguesa".

A pandemia também colocou a nu as "condições desiguais" em que os alunos recorreram ao ensino à distância, tendo sido registadas particulares dificuldades no caso de quem ficou confinado em zonas do interior do país.

"Foi também detetado um número ainda considerável de estudantes sem computador ou mecanismos tecnológicos para acompanharem o ensino à distância", lê-se.

Embora as conclusões do estudo sublinhem que o acompanhamento remoto das aulas tem "claras desvantagens", argumenta-se que, "de um modo geral", a mudança foi levada a cabo "com um nível de eficácia bastante positivo". Isto deveu-se, sobretudo, à "capacidade de adaptação, dedicação e resistência" de alunos, docentes, funcionários e instituições.

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De modo a atenuar as dificuldades estruturais e o "hiato socioeconómico" que a pandemia revelou, o estudo - denominado "Efeitos da Pandemia covid-19 na Educação: Desigualdades e medidas de equidade" - propõe um "reforço" da formação dos docentes em competências digitais. Já as instituições "necessitam de incrementos, quer em termos de infraestrutura, quer de equipamentos informáticos/tecnológicos.

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