Póvoa de Varzim

Funcionários que estiveram com Sepúlveda devem ficar em casa

Funcionários que estiveram com Sepúlveda devem ficar em casa

A DGS está em contacto com Espanha para saber onde e com quem contactou Luis Sepúlveda. A autarquia pede aos funcionários que estiveram com o escritor para ficar em casa.

A autarquia da Póvoa de Varzim aconselha em comunicado que "todos os funcionários/colaboradores que contactaram diretamente, num espaço de 1 a 2 metros" com Luis Sepúlveda devem ficar em casa, evitar contactos sociais e seguir os conselhos da DGS. As pessoas que não tiveram um contacto mais direto com o escritor devem ainda assim estar atentos ao seu estado de saúde.

Está a ser feito um rastreio epidemiológico de Luis Sepúlveda para saber por onde e com quem esteve o escritor durante os seis dias que passou em Portugal. O chileno, agora internado nas Astúrias com a infeção de Covid-19, participou no final de fevereiro no festival literário "Correntes D'Escritas", na Póvoa de Varzim, entre 18 e 23 de fevereiro.

Tanto a Direção-Geral de Saúde (DGS) como o delegado local de saúde estão participar no rastreio epidemiológico e a colaborar com as autoridades espanholas. Ao início da tarde deste domingo, a DGS emitiu um comunicado a confirmar o estado de saúde de Luis Sepúlveda, mas realça que aguarda por "confirmação pelo respetivo laboratório nacional de referência", apesar de o diagnóstico inicial ter dado positivo à infeção do coronavírus.

A esposa do escritor chileno teve sintomas compatíveis aos da infeção pelo Covid-19, mas ainda está a ser avaliada. A Direção-Geral da Saúde informa ainda que a "fonte de infeção está também a ser avaliada" e quem esteve com o escritor ou a companheira em "contacto próximo" deve permanecer sereno.

Por "contacto próximo", a DGS clarifica: pessoas que "tenham estado em contacto em proximidade" a menos de um metro ou "em ambiente fechado", "tenham viajado em conjunto no mesmo carro", "lhes tenham prestado cuidados de saúde" e "sejam cohabitantes". Só estas pessoas devem ligar para a Saúde 24 (808 242 424).

Em comunicado, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim acrescenta que foi criado um grupo de acompanhamento "em contacto direto com as entidades responsáveis de saúde local, regional e nacional" e que a DGS determinará as recomendações futuras quanto a este caso.

O JN tentou contactar com a gerência do hotel Axis Vermar, na Póvoa de Varzim, onde os escritores convidados pelo festival literário "Correntes D'Escritas" ficam hospedados, para saber se estão a ser tomadas medidas preventivas, mas não obteve resposta. O JN sabe que os funcionários do hotel não estão autorizados a falar sobre o assunto.

O festival "Correntes D'Escritas" realizou-se entre 18 e 23 de fevereiro e recebe anualmente milhares de pessoas na Póvoa de Varzim. Entre apresentações de livros, sessões de autógrafos e mesas redondas com escritores, as iniciativas prolongam-se durante uma semana em vários locais, sendo o epicentro do festival no Cine-Teatro Garrett.

Luis Sepúlveda participou na quinta-feira, dia 20 de fevereiro, numa mesa com os escritores José Gardeazabal, José Luís Peixoto, Marta Orriols, Paula Lobato Faria e o tradutor Michael Kegler.

O escritor português José Luís Peixoto, que esteve no mesmo encontro com o escritor chileno, revelou numa publicação de Facebook que não sentiu nenhum sintoma e desejou as melhoras a Luis Sepúlveda.

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