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Creches a meio gás a 18 de maio. Abrem para todos em junho com o pré-escolar

Creches a meio gás a 18 de maio. Abrem para todos em junho com o pré-escolar

A 18 de maio reabrem as creches, com parte das crianças, restaurantes e cafés. Os centros comerciais aguardam até 1 de junho, quando todo o comércio terá portas abertas, com clientes limitados. É este o plano previsto pelo Governo. Se a evolução da Covid-19 o permitir.

O plano de reabertura faseado da economia foi apresentado pelo Governo aos parceiros sociais esta quarta-feira. As primeiras lojas a abrir serão as mais pequenas, até 200 metros quadrados, já na segunda-feira. Ao mesmo tempo, abrirão serviços como cabeleireiros, barbeiros ou esteticistas (só com metade da capacidade e mediante marcação), bem como espaços de desporto individual, como campos de ténis, desde que os balneários continuem fechados. Quanto à reabertura de ginásios, não terá ainda sido fixada uma data.

Também a partir de segunda-feira terão porta aberta ao público serviços públicos como as repartições de finanças, mas não lojas do cidadão, para evitar o risco de se aglomerarem muitas pessoas.

Quanto aos cafés e restaurantes, o plano traçado pelo Governo indica que será possível tomar um café ou fazer uma refeição, à mesa, a partir de 18 de maio. Haverá limites ao número de pessoas que o poderão fazer, a cada momento, e a Associação de hotelaria e restauração está a elaborar um quadro de boas práticas, para travar a propagação da Covid-19.

Quanto aos bares, discotecas e ginásios, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, afirmou em entrevista à SIC Notícias, esta quarta-feira, que vão manter-se encerrados durante o mês de maio.

Creches e pré-escolar abrem para todos em junho

Também a 18 de maio abrirão as creches, para parte das crianças. Não está definido um número máximo, já que a decisão ficará a cargo dos pais: podem, se quiserem, deixar os filhos nas creches mas, se não quiserem, continuarão a ter apoios do Estado para ficar em casa. Esses apoios serão cortados a partir de 1 de junho, dia em que as creches ficarão disponíveis para todos, ao mesmo tempo que reabre o ensino pré-escolar.

Ainda a 18 de maio, abrem portas as lojas com até 400 metros quadrados. O último passo será dado com os centros comerciais, a 1 de junho.

Este é um plano previsional, que será ajustado se a Covid-19 se propagar a uma velocidade superior à antecipada pelas autoridades de saúde, salientou António Costa durante o encontro os confederações patronais e sindicais.

Limites a número de clientes

A reabertura do comércio terá limites ao número de pessoas que podem estar dentro de um espaço fechado. À partida, será igual ao que hoje é imposto às padarias, de quatro pessoas por cem metros quadrados. Ou seja, a partir de segunda-feira, não poderá haver mais do que oito pessoas em simultâneo, na mesma loja.

Também entre as medidas de proteção a trabalhadores e clientes estará o uso obrigatório de máscara e a disponibilização de álcool gel à entrada. No caso do comércio, o ponto mais sensível serão os vestiários das lojas de roupa: ou estarão fechados ou terão que ser desinfetados após cada uso. A própria roupa terá que ser desinfetada, depois de ser provada.

Partidos ouvem propostas

À saída da reunião com António Costa, o presidente do PSD não avaliou o plano do Governo, dizendo que esperara por um "modelo final" de reabertura da economia. "Fizemos as nossas sugestões", como a utilização obrigatória de máscaras" em espaços fechados que tenham "uma circulação grande de pessoas", disse.

O segundo partido a ser recebido pelo chefe do Governo foi o Bloco de Esquerda, que confirmou a intenção de regresso às aulas para 11.º e 12.º anos a 18 de maio - "se tudo correr bem".

António Costa, parceiros sociais e partidos políticos têm salientado que estas datas são indicativas e dependerão da forma como a Covid-19 se espalhar pela comunidade, a partir do momento em que a economia começa a reabrir. Se se prever o risco de o Serviço Nacional de Saúde não ter capacidade, voltará a haver um fecho da economia.

O primeira deverá apresentar a Marcelo Rebelo de Sousa o calendário de reabertura da economia esta quarta-feira, na reunião semanal em formato ao jantar. A versão final do plano será aprovada amanhã, quinta-feira, em Conselho de Ministros, e apresentado ao país

Ontem, terça-feira, presidente da República e primeiro-ministro ouviram as recomendações do grupo de epidemiologistas que tem aconselhado o Governo. Mas antes disso já o Governo tinha divulgado várias datas e setores de atividade para a reabertura da economia.

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